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Sexta-feira,
19 de setembro de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
A LENDA
Há muito tempo em certa tribo, era costume que os rapazes
que atingiam idade própria e aspiravam a ser consagrados
guerreiros se submetessem a uma dura prova. Próximo
as aldeias haviam grandes montanhas, jamais transpostas. No
dia designado para prova, partiam os candidatos e procuravam
a íngreme escarpa. Ninguém conseguiria atingir
os altos píncaros. Contudo, eram aprovados aqueles
que demonstrassem haver subido tão alto quanto aos
valentes dos anos anteriores. Para isso, deviam trazer, de
volta, um ramo de certo arbusto que só crescia nas
partes mais alta da montanha.
Certo ano, todos
os jovens desceram trazendo orgulhosamente o ramo comprovante
de sua façanha. Todos, exceto um que desceu por último.
Seus camaradas estavam atônitos, pois sabiam ter ele
subido mais alto que todos os demais. O chefe da tribo de
fisionomia energética, fitou-o fortemente, perguntando
se trazia alguma coisa que provasse ter alcançado a
altura exigida.
O rapaz estendeu
as mãos vazias. Mas havia um extasiante brilho em seus
olhos quando serenamente explicou: "EU VI O OUTRO LADO
!"
A grande lição
a ser tirada dessas metafóricas palavras é que
são muitas as posturas do homem diante dos desafios.
Há os que buscam vencer, porque outros já venceram.
São felizes apenas em cumprir as etapas, independente
do que elas possam representar para suas vidas, além
do valor material. Contribuem para a inércia coletiva,
pois a normalidade limita o horizonte. São os escravos
do ontem, do outro, do óbvio. Não criam, não
ousam e não sonham.
Mas, felizmente,
há os que buscam além dos padrões estabelecidos,
as verdades que constituirão o amanhã. Para
esses, vencer é, apenas, uma conseqüência,
pois mais lhe importa vislumbrar o lado oculto das coisas
e duvidar dos limites já pensados, que simplesmente
repetir, para satisfazer a quem já sabe, o que cobrará
amanhã como idéia própria. Deles dependerá
o futuro. Criam, ousam, sonham. Que aquele JOVEM ÍNDIO
GUERREIRO que existe dentro de cada um de nós, NÃO
VENHA NUNCA A TRANFORMAR-SE EM MAIS UM ALGUÉM, limitando-se
a buscar o ramo, sem ao menos saber o porque e para que o
esta fazendo!
QUE O EXTASIANTE
BRILHO DOS OLHOS DO GUERREIRO da antiga lenda simbolize a
DETERMINAÇÃO de todos nós em ''EM VER
O OUTRO LADO!'' Por derradeiro, o insigne George Washington,
quando com tamanha lucidez, referiu: ''Alguns homens vêem
as coisas como são e perguntam: por que? Eu sonho com
as coisas que nunca existiram e digo: por que não?''
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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