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Sexta-feira, 18 de outubro de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
A Torcida da sua Vida
"Mesmo
antes de nascer, já tinha alguém torcendo por
você".
Tinha gente que
torcia para você ser menino.Outros torcia m para você
ser menina.
Torciam para
você puxar a beleza da mãe, o bom humor do pai.
Estavam torcendo
para você nascer perfeito.
Daí continuaram
torcendo.
Torceram pelo
seu primeiro sorriso, pela primeira palavra , pelo primeiro
passo.
O seu primeiro
dia de escola foi a maior torcida. E o primeiro gol, então?
E de tanto torcerem
por você, você aprendeu a torcer. Começou
a torcer para ganhar muitos presentes e flagrar Papai Noel.
Torcia o nariz
para o quiabo e a escarola.
Mas torcia por
hambúrguer e refrigerante.
Começou
a torcer até para um time.
Provavelmente,
nesse dia, você descobriu que tem gente que torce diferente
de você.
Seus pais torciam
para você comer de boca fechada, tomar banho, escovar
os dentes, estudar inglês e piano. Eles só estavam
torcendo para você ser uma pessoa bacana.
Seus amigos torciam
para você usar brinco, cabular aula, falar palavrão.
Eles também
estavam torcendo para você ser bacana.
Nessas horas,
você só torcia para não ter nascido.
E por não
saber pelo que você torcia, torcia torcido.
Torceu para seus
irmãos se ferrarem, torceu para o mundo explodir.
E quando os hormônios
começaram a torcer, torceu pelo primeiro beijo, pelo
primeiro amasso.
Depois começou
a torcer pela sua liberdade.
Torcia para viajar
com a turma, ficar até tarde na rua.
Sua mãe
só torcia para você chegar vivo em casa. Passou
a torcer o nariz para as roupas da sua irmã, para as
idéias dos professores e para qualquer opinião
dos seus pais.
Todo mundo queria
era torcer o seu pescoço.
Foi quando até
você começou a torcer pelo seu futuro.
Torceu para ser
médico, músico, advogado. Na dúvida,
torceu para ser físico nuclear ou jogador de futebol.
Seus pais torciam
para passar logo essa fase.
No dia do vestibular,
uma grande torcida se formou. Pais, avós, vizinhos,
namoradas e todos os santos torceram por você.
Na faculdade,
então, era torcida pra todo lado. Para a direita, esquerda,
contra a corrupção, a fome na Albânia
e o preço da coxinha na cantina.
E, de torcida
em torcida, um dia teve um torcicolo de tanto olhar para ela.
Primeiro, torceu
para ela não ter outro.
Torceu para ela
não te achar muito baixo, muito alto, muito gordo,
muito magro. Descobriu que ela torcia igual a você.
E de repente vocês estavam
torcendo para
não acordar desse sonho.
Torceram para
ganhar a geladeira, o microondas e a grana para a viagem de
lua-de-mel.
E daí
pra frente você entendeu que a vida é uma grande
torcida.
Porque, mesmo
antes do seu filho nascer, já tinha muita gente torcendo
por ele.
Mesmo com toda
essa torcida, pode ser que você ainda não tenha
conquistado algumas coisas.
Mas muita gente
ainda torce por você!" "Se procurar bem você
acaba encontrando.
Não a
explicação (duvidosa) da vida, mas a poesia
(inexplicável) da vida."
UMA ÓTIMA
SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no
Japão, é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria
de Estado dos Transportes Metropolitanos - STM, é
Vice-Presidente na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de
Recursos Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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