|
Sexta-feira,
17 de janeiro de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
Fogos no céu
Depois da festa,
o que será diferente (de verdade)?
Há quantos anos seguimos o mesmo ritual? Champagne,
ceia e contagem regressiva. Fogos estouram no céu,
brindamos a esperança, fazemos mil promessas e...
Aonde você
estava no dia 1º de janeiro de 2002? Quem eram aquelas
pessoas? Amigos? Parentes? Você era um ano mais jovem
e tinha outros 12 meses pela frente. Exatos 365 dias, 8.760
horas ou 525.600 minutos para promover mudanças importantes
em sua vida.
Lembra quando começou
a queima de fogos? As pessoas se abraçando e cantando
para comemorar o início de um novo tempo? Lembra das
imagens que vieram a sua mente? Seu planos? Seus projetos?
O que você prometeu a si mesmo? Quem serviu de testemunha?
Com quem você compartilhou seus sonhos? Escreveu no
papel?
Vamos voltar um
pouco mais no tempo. Lembra que o mundo ia acabar em 2000?
Pois é... já fazem dois anos. O que mudou na
sua vida? Você engordou ou emagreceu? Você trocou
de carro? Abriu um negócio próprio? Mudou de
emprego? Voltou a estudar? Quem nasceu? Quem deixou saudades?
Quem viajou para longe? Quem perdeu contato?
E se voltarmos mais
três, quatro ou cinco anos atrás? Aonde você
estava no dia 1º de janeiro de 1998? Quanta coisa mudou
em 60 meses, hein? Foram 1.824 dias, 43.776 horas e 2.626.560
minutos. Quem entrou na sua vida? Quantos sonhos se realizaram?
O que você plantou naquele tempo e está colhendo
hoje? Foi planejado? Deu certo?
Ah! Foi por acaso?
Foi um golpe de sorte? Ou foram anos ruins, que você
gostaria de esquecer? Foi um tempo de prosperidade ou você
andou em círculos, fazendo as mesmas coisas de sempre?
Você evoluiu, ficou estagnado ou regrediu? Foi mérito
de quem? Foi culpa de quem? Qual foi o maior erro e o melhor
acerto? O que você aprendeu? Quantas oportunidades deixou
escapar? Chorou mais de alegria ou de tristeza?
Amigo, não
quero julgar seus atos - e nem te deixar cabisbaixo, se esses
não foram os melhores anos da sua vida. Apenas, gostaria
de ajudá-lo a refletir sobre o que tem feito com a
maior riqueza que tens: o tempo.
Tempo é unidade
de vida. Pense bem: quanto vale uma hora da sua vida? Quanto
vale um dia? Um mês? Um ano? Quanto tempo você
desperdiçou nesses últimos cinco anos, procurando
objetos perdidos, comendo demais, dormindo demais ou adiando
as decisões mais importantes da sua vida? Por quanto
tempo você esteve preocupado com assuntos pequenos,
que poderiam ser resolvidos com menos desgaste mental e físico?
Uma hora por dia?
Quanto tempo você
passou se enganando, inventando planos que nunca colocou em
prática? E quanto tempo você perdeu, se doando
demais ao trabalho que não te satisfaz, por um salário
que não compensa?
Agora, imagine se
você tivesse investido essa hora útil por dia,
durante os últimos cinco anos, para realizar uma daquelas
promessas de fim de ano que você fez, e nunca teve tempo
de cumprir. Teriam sido 1.824 horas dedicadas a construir
um novo caminho, aprender uma profissão, desenvolver
um negócio próprio, estudar violão, escrever,
fazer ginástica... ou seja, falta de tempo não
é desculpa. O que falta, na verdade, é um real
comprometimento com seus sonhos.
Por favor, não
continue se enganando pela falta de tempo. Não reclame
dos outros, da crise ou das dificuldades que a vida lhe impõe.
Olhe-se no espelho e comprometa-se a mudar, a partir de si
mesmo. Mude suas atitudes e o resto vai acontecer, melhor
do que você imagina.
Se vai fazer promessas
de fim de ano, anote em um papel e cole na geladeira. Você
precisa se lembrar dos seus objetivos todos os dias. Antes
de dormir, avalie se dedicou pelo menos uma hora produtiva
a realizar seus sonhos. Mantenha o foco no que é realmente
importante para a sua felicidade e seja consistente em suas
ações.
Quando você
promete mil coisas, todos os anos, e deixa de cumprir, cria
o hábito de inventar desculpas para si mesmo. Pare
de se enganar!
Neste ano, quando
os fogos estourarem no céu, tome uma decisão
verdadeira. Faça um planejamento para realizar seus
sonhos e acompanhe isso diariamente. Seja responsável
com o seu futuro e saiba aproveitar melhor o próprio
tempo.
O segredo das pessoas
de sucesso é valorizarem o tempo como o bem mais precioso
que têm. Elas assumem o controle de suas vidas e não
aceitam desculpas. São capazes de caminhar na mesma
direção, até alcançarem seus objetivos,
pois sabem que nada acontece do dia para a noite. Para elas,
tarde é não começar...
Você também
pode ser assim. Feliz 2003, com paz, saúde e prosperidade!
UMA
ÓTIMA SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela
Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
|