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Sexta-feira, 15 de novembro de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
A
flor da honestidade
Conta-se
que por volta do ano 250 A.C., na China antiga, um príncipe
da região norte do país estava às vésperas
de ser coroado imperador mas, de acordo com a lei, ele deveria
se casar.
Sabendo disso, ele resolveu fazer uma "disputa"
entre as moças da corte ou quem quer que se achasse
digna de sua proposta.
No dia seguinte, o príncipe anunciou que receberia,
numa celebração especial, todas as pretendentes
e lançaria um desafio.
Uma velha senhora, serva do palácio há muitos
anos, ouvindo os comentários sobre os preparativos,
sentiu uma leve tristeza, pois sabia que sua jovem filha nutria
um sentimento de profundo amor pelo príncipe.
Ao chegar em casa e relatar o fato a jovem, espantou-se ao
saber que ela pretendia ir a celebração, e indagou
incrédula:
- Minha filha, o que você fará lá ?
Estarão presentes todas as mais belas e ricas moças
da corte.
Tire esta idéia insensata da cabeça, eu sei
que você deve estar sofrendo, mas não torne o
sofrimento uma loucura.
E a filha respondeu:
- Não, querida mãe, não estou sofrendo
e muito menos louca, eu sei que jamais poderei ser a escolhida,
mas é minha oportunidade de ficar pelo menos alguns
momentos perto do príncipe, isto já me torna
feliz.
À noite, a jovem chegou ao palácio.
Lá estavam, de fato, todas as mais belas moças,
com as mais belas roupas, com as mais belas jóias e
com as mais determinadas intenções.
Então,finalmente, o príncipe anunciou o desafio:
- Darei a cada uma de vocês, uma semente.
Aquela que, dentro de seis meses, me trouxer a mais bela flor,
será escolhida minha esposa e futura imperatriz da
China.
A proposta do príncipe não fugiu às profundas
tradições daquele povo, que valorizava muito
a especialidade de "cultivar" algo.
O tempo passou e a doce jovem, como não tinha muita
habilidade nas artes da jardinagem, cuidava com muita paciência
e ternura a sua semente, pois sabia que se a beleza da flor
surgisse na mesma extensão de seu amor, ela não
precisava se preocupar com o resultado.
Passaram-se três meses e nada surgiu.
A jovem tudo tentara, usara de todos os métodos que
conhecia, mas nada havia nascido.
Dia após dia. Por fim, os seis meses haviam passado
e nada havia brotado.
Consciente do seu esforço e dedicação
a moça comunicou a sua mãe que, independente
das circunstâncias retornaria ao palácio, na
data e hora combinadas, pois não pretendia nada além
de mais alguns momentos na companhia do príncipe.
Na hora marcada estava lá, com seu vaso vazio, bem
como todas as outras pretendentes, cada uma com uma flor mais
bela do que a outra, das mais variadas formas e cores.
Ela estava admirada, nunca havia presenciado tão bela
cena.
Finalmente chega o momento esperado e o príncipe observa
cada uma das pretendentes com muito cuidado e atenção.
Após passar por todas, uma a uma, ele anuncia o resultado
e indica a bela jovem como sua futura esposa.
As pessoas presentes tiveram as mais inesperadas reações.
Ninguém compreendeu porque ele havia escolhido justamente
aquela que nada havia cultivado.
Então, calmamente o príncipe esclareceu:
- Esta
foi a única que cultivou a flor que a tornou digna
de se tornar uma imperatriz.
A flor da honestidade.
Pois todas as sementes que entreguei eram estéreis.
Se para vencer, estiver em jogo a sua honestidade, perca.
Você será sempre um vencedor.
UMA ÓTIMA SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela
Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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