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Sexta-feira,
14 de fevereiro de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
Trem
da Vida
Um
amigo falou-me de um livro que comparava a vida a uma viagem
de trem.
Uma comparação
extremamente interessante, quando bem interpretada.
Isso mesmo, a vida não passa de uma viagem de trem,
cheia de embarques e desembarques alguns acidentes, surpresas
agradáveis em alguns embarques e grandes tristezas
em outros.
Quando nascemos, entramos nesse trem e nos deparamos com algumas
pessoas que, julgamos, estarão sempre nessa viagem
conosco: nossos pais.
Infelizmente, isso não é verdade; em alguma
estação eles descerão e nos deixarão
órfãos de seu carinho, amizade e companhia insubstituível....mas
isso não impede que, durante a viagem, pessoas interessantes
e que virão a ser super especiais para nós,
embarquem. Chegam nossos irmãos, amigos e amores maravilhosos.
Muitas pessoas tomam esse trem, apenas a passeio, outros encontrarão
essa viagem somente tristezas, ainda outros circularão
pelo trem, prontos a ajudar a quem precisa.
Muitos descem e deixam saudades eternas, outros tantos passam
por ele de uma forma que, quando desocupam seu acento, ninguém
nem sequer percebe.
Curioso é constatar que alguns passageiros, que nos
são tão caros, acomodam-se em vagões
diferentes dos nossos; portanto, somos obrigados a fazer esse
trajeto separados deles, o que não impede, é
claro, que durante a viagem, atravessemos, com grande dificuldade
nosso vagão e cheguemos até eles....só
que, infelizmente, jamais poderemos sentar ao seu lado, pois
já terá alguém ocupando aquele lugar.
Não importa, é assim a viagem, cheia de atropelos,
sonhos, fantasias, esperas, despedidas...porém, jamais,
retornos.
Façamos essa viagem, então, da melhor maneira
possível, tentando nos relacionar bem com todos os
passageiros, procurando, em cada um deles, o que tiverem de
melhor, lembrando, sempre, que, em algum momento do trajeto,
eles poderão fraquejar e, provavelmente, precisaremos
entender isso, porque nós também fraquejaremos
muitas vezes e, com certeza, haverá alguém que
nos entenderá.
O grande mistério, afinal, é que jamais saberemos
em qual parada desceremos, muito menos nossos companheiros,
nem mesmo aquele que está sentado ao nosso lado.
Eu fico pensando, se, quando descer desse trem, sentirei saudades....
acredito que sim, me separar de alguns amigos que fiz nele
será, no mínimo dolorido deixar meus filhos
continuarem a viagem sozinhos, com certeza será muito
triste, mas me agarro na esperança que, em algum momento,
estarei na estação principal e terei a grande
emoção de vê-los chegar com uma bagagem
que não tinham quando embarcaram..... e o que vai me
deixar feliz, será pensar que eu colaborei para que
ela tenha crescido e se tornado valiosa.
Amigos, façamos com que a nossa estada, nesse trem,
seja tranquila, que tenha valido à pena e que, quando
chegar a hora de desembarcarmos, o nosso lugar vazio traga
saudades e boas recordações para aqueles que
prosseguirem.
UMA
ÓTIMA SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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