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Sexta-feira,
13 de fevereiro de 2004
Porque hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação através do correio eletrônico interno, que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las. Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem tão interessantes num primeiro momento.
TODO
CASAL DEVERIA LER
"Por mais que o poder e o dinheiro tenham conquistado uma
ótima posição no ranking das virtudes, o amor ainda lidera
com folga.
Tudo o que todos querem é amar.Encontrar alguém que faça bater
forte o coração e justifique loucuras.Que nos faça entrar
em transe, cair de quatro, babar na gravata.Que nos faça revirar
os olhos, rir à toa, cantarolar dentro de um ônibus lotado.
Tem algum médico aí??
Depois que acaba esta paixão retumbante, sobra o que? O amor.
Mas não o amor mistificado, que muitos julgam ter o poder
de fazer levitar.O que sobra é o amor que todos conhecemos,
o sentimento que temos por mãe, pai, irmão, filho. É tudo
o mesmo amor, só que entre amantes existe sexo.
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três
tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja.O
amor é único, como qualquer sentimento, seja ele destinado
a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços
de sangue, a sedução tem que ser ininterrupta. Por não haver
nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom
de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança acabamos por
sepultar uma relação que poderia ser eterna.
Casaram. Te amo prá lá, te amo prá cá. Lindo, mas insustentável.
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem
que haver muito mais do que amor, e às vezes nem necessita
de um amor tão intenso.É preciso que haja, antes de mais nada,
respeito.Agressões zero. Disposição para ouvir argumentos
alheios. Alguma paciência.
Amor, só, não basta.
Não pode haver competição. Nem comparações. Tem que ter jogo
de cintura para acatar regras que não foram previamente combinadas.
Tem que haver bom humor para enfrentar imprevistos, acessos
de carência, infantilidades.
Tem que saber levar.
Amar, só, é pouco.
Tem que haver inteligência.
Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais,
rejeições, demissões inesperadas, contas pra pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não
gritar. Tem que ter um bom psiquiatra.
Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem visando a longevidade do matrimônio
tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida
própria, um tempo pra cada um. Tem que haver confiança. Uma
certa camaradagem, às vezes fingir que não viu, fazer de conta
que não escutou. É preciso entender que união não significa,
necessariamente, fusão.
É que amar, "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que o amor é só poesia,
tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade. Tem
que saber que o amor pode ser bom, pode durar para sempre,
mas que sozinho não dá conta do recado. O amor é grande mas
não é dois.
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse
amor que carrega o ônus da onipotência. O amor até pode nos
bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!"
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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