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Sexta-feira,
09 de maio de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
Criar
um filho
..."Eu assistia a um espetáculo de circo em que
o número mais alardeado era o "miniglobo da morte".
Tratava-se de um aro com um raio de aproximadamente 5 metros,
com as laterais inclinadas em 45 graus, medindo cerca de 80cm
de largura. O objeto tinha, portanto, o formato cônico.
O número consistia em um artista montado numa bicicleta
que girava dentro do aro. Imprimindo velocidade bastante para
subir na lateral, ele ali circulava, enquanto aquela parafernália
era erguida do solo por um sistema de cordas e roldanas. Algo
bastante simplório, bem de acordo com o circo em questão,
que era humilde. Em seguida, foi anunciado o que o apresentador
chamou de "o menor globista" do mundo, um garoto
de 8 anos de idade, que surgiu numa pequena bicicleta. Ele
então começou a girar, imprimiu velocidade,
subiu na lateral e, quando o globo começou a ser erguido,
desequilibrou-se e caiu. Assustado com a queda e o murmúrio
da platéia, olhou apreensivo para seu pai, o globista
adulto que se apresentara anteriormente. Este balançou
a cabeça afirmativamente e o garoto partiu para outra
tentativa, que resultou em nova queda. Envergonhado começou
a chorar, e a platéia emocionou-se. Seu pai abraçou-o
por um longo instante, acariciou-o e começou a falar-lhe
calmamente ao ouvido, enquanto o apresentador desculpava-se
com o público.
E, para espanto de todos, que julgavam o número encerrado,
o jovem globista apanhou resoluto a bicicleta e partiu para
mais uma tentativa. Alguns assistentes protestaram, dizendo
que era maldade submeter o menino àquela tortura desnecessária
e humilhante. O garoto, porém, não ouvia, parecia
outro, tamanha sua confiança e firmeza. Começou
a pedalar com vigor, subiu na lateral do aro que foi erguido,
permaneceu no ar por alguns instantes e a bicicleta girando,
girando, girando. Até que o aro baixou, e o menino,
exultante, correu para seu pai, que o jogou para o alto, ergueu-o
nos ombros e festejou com entusiasmo aquele grande feito.
A platéia aplaudiu emocionada, alguns até com
os olhos úmidos.
Hoje analiso e vejo a importância da atitude daquele
pai. Ele simplesmente não permitiu que o filho fracassasse.
Imaginem se esta criança saísse dali derrotada,
fosse pra cama com aquele fracasso martelando em sua cabecinha!.
Dificilmente voltaria a fazer tal número novamente
e possivelmente ficaria traumatizada e estigmatizada para
o resto da vida. E
ele, o pai, em nenhum momento censurou, criticou ou repreendeu
o filho. Ao contrário, acariciou-o, acalentou-o e passou-lhe
confiança dizendo-lhe algo como: "Você consegue,
você é capaz. Nos ensaios você conseguiu
e não tem por que não conseguir agora. Confie
em si mesmo, que eu confio em você. Concentre-se. Esqueça
o público e concentre-se no número. Eu acredito
em você, e você vai conseguir". E o garoto,
tomado de confiança, foi e conseguiu.
E seu feito foi comemorado com tanto entusiasmo porque o pai
sabia que naquele momento nascia um vencedor: Ele estava orgulhoso
e feliz. Seu filho vencera o medo, a insegurança, vencera
a si mesmo.
Agora que meu filho está a caminho (na verdade, uma
filha), espero ter igual inspiração, sabedoria
e intuição para educá-lo adequadamente,
tornando-o um profissional e um ser humano vencedor"...
Tenha Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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