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Sexta-feira,
10 de outubro de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
Amor
com paciência.
Urgência Emocional
O que vale mais: amor ou paciência?
Martha Medeiros
Se
tudo é para ontem, se a vida engata
uma primeira e sai em disparada,
se não há mais tempo para paradas estratégicas,
caímos fatalmente no vício de querer que
os amores sejam igualmente resolvidos
num átimo de segundo.
Temos
pressa para ouvir "eu te amo",
não vemos a hora de que fiquem estabelecidas
as regras de convívio: somos namorados,
ficantes, casados, amantes?
Urgência emocional. Uma cilada.
Associamos
diversas palavras ao amor:
paixão, romance, sexo, adrenalina,
palpitação. Esquecemos, no entanto,
da palavra que viabiliza esse
sentimento: paciência.
Amor sem paciência não vinga.
Amor
não pode ser mastigado e
engolido com emergência, com fome
desesperada. É preciso degustar cada
pedacinho do amor, no que ele tem de
amargo e de saboroso, no que ele tem
de duro e de macio, os nervos do amor,
as gorduras do amor, as proteínas do amor,
as propriedades todas que ele tem.
É uma refeição que pode durar uma vida.
Mas não. Temos urgência. Queremos
a resposta do e-mail ainda hoje,
queremos que o telefone toque sem parar,
queremos que ele se apaixone assim
que souber nosso nome, queremos
que ela se renda logo após o primeiro
beijo, e não toleraremos recusas,
e não respeitaremos dúvidas,
e não abriremos espaço na agenda para esperar.
Temos
todo o tempo do mundo, dizem uns;
não há tempo a perder, dizem outros:
a gente fica perdido no meio deste fogo cruzado,
atingidos por informações várias, vivências
diversas,
parece que todos sabem mais do que nós,
pobres de nós, que só queremos
uma coisa nessa vida, ser amados.
Podemos esperar por todo o resto:
emprego, dinheiro, sucesso,
mas não passaremos mais
um dia sequer sozinhos;
Te adoro, dizemos sei lá pra quem,
para quem tiver ouvidos
e souber responder "eu também",
que a gente está mais a fim de acreditar
do que de selecionar.
Urgência
emocional.
Pronto-socorro do amor.
Atiramos para todos os lados
e somos baleados por qualquer um.
E o coração leva um monte de pontos
por causa dessa tragédia: pressa
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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