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Sexta-feira, 04 de outubro de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
A Pedra da Felicidade
Nos
tempos das fadas e bruxas, um moço achou em seu caminho
uma pedra que emitia um brilho diferente de todas as que ele
já conhecera.
Impressionado,
decidiu levá-la para casa.
Era
uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma
fada, que a perdera por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.
Era
a Pedra da Felicidade. Possuía o poder de transformar
desejos em realidade.
A
fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra, consultou
sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido.
Avaliou o poder mágico da pedra e, como a pessoa que
a havia encontrado era um jovem de família pobre e
sofredora, concluiu que a pedra poderia ficar em seu poder,
despreocupando-se quanto à sua recuperação.
Decidiu ajudá-lo.
Apareceu
ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes
para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria
e uma caridade.
Mas
que esses benefícios somente poderiam ser utilizados
em favor de outras pessoas.
Para
atingir o intento, cabia-lhe pensar no pedido e apertar a
pedra entre as mãos.
O
moço acordou desapontado.
Não
gostou de saber que os poderes da pedra somente poderiam ser
revertidos em proveito dos outros.
Queria
que fossem para ele.
Tentou
pedir alguma coisa para si, apertando a pedra entre as mãos,
sem êxito.
Assim,
resolveu guardá-la, sem muito interesse em seu uso.
Os
anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho.
Certo
dia, rememorando seu passado concluiu que havia levado uma
vida infeliz, com muitas dificuldades, privações
e dissabores.
Tivera
poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta.
Jamais
quisera o bem para os outros.
Antes,
desejava que todos sofressem tanto quanto ele.
Reviu
a pedra que guardara consigo durante quase toda sua existência;
lembrou-se do sonho e dos prováveis poderes da pedra.
Decidiu
usá-la, mesmo sendo em proveito dos outros.
Assim,
realizou o desejo de uma jovem, disponibilizando-lhe um bem
material.
Proporcionou
uma grande alegria a uma mãe revelando o paradeiro
de uma filha há anos desaparecida e, por último,
diante de um doente, condoeu-se de suas feridas, ofertando-lhe
a cura.
Ao
realizar o terceiro benefício, aconteceu o inesperado:
a pedra transformou-se numa nuvem de fumaça e, em meio
a esta nuvem, a fada - vista no sonho que tivera logo ao achar
a pedra - surgiu, dizendo:
-
Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti, eu
farei.
-
Antes, devias fazer o bem aos outros, para mereceres o atendimento
de teu desejo.
-
Por que demoraste tanto tempo para usá-la?
-
O homem ficou muito triste ao entender o que se passara.
-
Tivera em suas mãos, desde sua juventude, a oportunidade
de construir uma vida plena de felicidade, mas, fechado em
seu desamor jamais pensara que fazendo o bem aos outros colheria
o bem para si mesmo.
-
Lamentando o seu passado de dor e seu erro em desprezar os
outros, pediu comovido e arrependido:
-
Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer
o meu passado egoísta.
fonte:
"Histórias que ninguém contou, conselhos
que ninguém deu."
UMA ÓTIMA
SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no
Japão, é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria
de Estado dos Transportes Metropolitanos - STM, é
Vice-Presidente na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de
Recursos Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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