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Sexta-feira,
28 de junho de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento
à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de
Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos
- STM, de circulação através do correio eletrônico interno,
que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados,
aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente
e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar
as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento."
A Força da Web e a Importância dos Recursos Decorrentes
da Informatização.
É
interessante que estejamos vivendo novamente o limiar de uma
nova era e que algumas empresa ainda não tenham se
dado conta da importância desse momento em suas vidas
e na vida de seus funcionários.
Imaginem
a sua atual área de trabalho sem microcomputador, mas
lembrem que há bem pouco tempo algumas empresas impunham
restrições ao uso desse equipamento e até
proibiam o uso dos jogos, que no início, além
da conotação anti-estresse, serviam para que
o usuário adquirisse familiaridade com o equipamento
ou mesmo destreza na sua utilização.
Não
que eu defenda a inexistência de limites, mas costumo
comentar com a minha equipe que a melhor forma de se trabalhar,
porém a mais difícil é a da "disciplina
consciente", onde cada um sabe das suas responsabilidade
e dos seus limites no uso da liberdade no trabalho.
Costumo
dizer também que essa é a melhor forma para
o trabalho render mais, para aflorar a criatividade e para
se crescer profissionalmente e para que a empresa adquira
vantagem competitiva. Vejam que, cada vez mais as empresas
são avaliadas pelo seu capital intelectual, e cada
vez mais elas estão valorando a competência dos
seus profissionais.
Com
a informatização das empresas vieram: a Internet;
a intranet; o e-mail; o correio eletrônico; o ensino
a distância, e uma série de siglas e de "es"
que estão sendo introduzidos gradativamente ao nosso
vocabulário e, não vamos nos enganar, porque,
não vivemos mais sem esses recursos, é uma estrada
sem volta.
Apesar disso se tem notícias que algumas empresas restringem
drasticamente o uso da Internet e o envio de e-mails, quando
em outras culturas ocorre exatamente o inverso, como o Japão
que esta, justamente, instituindo uma nova sociedade do conhecimento,
via Internet.
Eu participo há dois anos e meio de um "workgroup"
na Internet, chamado RH-L, é um grupo que, partiu do
zero e vem testando sistematicamente inúmeras práticas
para interação do conhecimento, possibilitando
democraticamente a participação de quase setecentos
profissionais, na maioria pertencentes a área de Recursos
Humanos.
Eu diria que o RH-L, apesar do tamanho, já adquiriu
uma certa maturidade ou a sua "disciplina consciente",
quanto a freqüência, forma, volume e conteúdo
de informações que são veiculadas no
dia-a-dia.
Ao longo do tempo foi sendo definido no RH-L. o que viemos
a chamar de "netiqueta", que é uma forma
de veicularmos apenas o que o grupo considera importante,
e assim mesmo as mensagens chegam através de um resumo
diário, justamente para interferir o mínimo
possível com o horário de trabalho, mantendo
o participante satisfatoriamente informado, sem congestionar
sua caixa de mensagens.
A empresa não pode estar apenas preocupada em restringir
o uso do e-mail, ou dos recursos de informática, porque
estará fatalmente restringindo também o acesso
dos seus funcionários a informação e
ao conhecimento, mesmo porque as empresas modernas devem estar
mais preocupadas, com a gestão da informação,
com o planejamento estratégico, com as metas e objetivos
a serem atingidos e principalmente em adquirir vantagens competitivas.
Por
outro lado, embora não seja a minha linha de trabalho,
cumpre esclarecer que, dependendo da intensidade do problema,
existe a possibilidade de adoção de softwares
de monitoramento e mesmo limitadores, do tempo de acesso,
do tamanho das mensagens e mesmo dos endereços que
possam ou devam ser visitados.
Para concluir,
como profissional de Recursos Humanos, faço as seguintes
recomendações, caso a empresa entenda que está
com problemas decorrentes da utilização inadequada
dos recursos de informática:
-
Estabelecimento
de critérios para utilização dos
recursos de informática;
-
Adoção
de sistema de gestão da informação
e formas de compartilhar o conhecimento, no âmbito
da organização;
-
Cursos
de treinamento para os profissionais, orientando-os quanto
à utilização adequada desses meios,
para que possam extrair o máximo dos recursos disponíveis;
-
Instituição
de programas de treinamento a distância, com obrigatoriedade
de um mínimo de dedicação, e
-
Uma
medida que eu considero como inteligente, que é
instituir linha de crédito ou facilitar a compra
de equipamento particular, de última geração,
que certamente contribuirá para que o funcionário
se desenvolva fora do local de trabalho, sem interferir
com o próprio horário.
UMA ÓTIMA
SEMANA!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela
Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net
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