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Sexta-feira,
12 de março de 2004
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
MULHER
Todo dia é seu dia !!!
Quem é essa mulher que acorda cedo e sai para o trabalho?
Quem é essa mulher que trabalha incansavelmente em sua própria
residência?
Quem é essa mulher que trabalha fora, chega em casa e continua
trabalhando?
Afinal, quem é essa mulher? Não importa qual o seu destino,
seu "estilo" de vida, importam, sim, os diversos papéis que
essa mulher desempenha ao longo de sua existência.
É essa mulher que acorda e, para o café da manhã, veste-se
de mãe, de esposa, tendo sempre em mente o que fará durante
o dia, seja em casa, na rua ou no trabalho, delineia o seu
dia numa fração de segundos. Termina o café e muda novamente
de papel; assume, então, o papel de dona de casa, de executiva,
de mãe, de empresária, de motorista dos filhos, de profissional
liberal etc.
Se há uma reunião na escola das crianças, é ela quem deverá
ir, pois é a mãe, e a mulher; mesmo quando o casal trabalha
fora, não há diferença, "ela estará lá". Se adoece um dos
filhos, provavelmente "ela" o levará ao médico, pois "ela"
tem mais jeito, é ela quem geralmente se lembra de pequenos
e importastes detalhes da infância... Se houver uma festinha
no fim de semana, "ela" providenciará a lembrancinha e fará
os arranjos necessários para que todos estejam adequadamente
vestidos para representar a família.
Termina o dia. Todos voltam para casa e "ela", mais uma vez,
muda de papel; agora vai tentar ser a professora dos filhos,
é o momento da famosa lição de casa... e ela se irrita, fica
nervosa, preocupa-se com o amanhã.
Chegou a hora do jantar... e, mais uma vez ela precisará assumir
o papel de dona de casa, de mãe: "Você não se alimentou bem,
precisa parar de comer besteira, tem que comer um pouco de
verdura... É por isso que você vive com sono, está fraco,
precisa se alimentar". Assume também o papel de esposa: "Você
tem chegado muito tarde, parece cansado".
Anoitece. E essa mesma mulher assumirá outro papel: não poderá
ser a mãe atenta e preocupada, não poderá ser a dona de casa
exausta, não poderá ser a profissional eficaz, seu papel agora
é diferente: transforma-se em amante de seu próprio companheiro;
estará um pouco cansada talvez...
Durante a noite, dorme, descansa, porém estará sempre alerta
ao menor ruído na casa: Será um filho chorando? Talvez seja
o mais novo, seu pequeno adolescente que brigou com a namorada
e não consegue dormir...
Será que os mais velhos já chegaram? Estão todos em casa?
Pode dormir sossegada? Fecha os olhos e, por vezes, se questiona:
"Tenho dado atenção suficiente ao meu marido, aos meus filhos?
E se meu filho não passar no vestibular? Como vou me desculpar
no serviço, é a segunda vez que me ausento para levar um filho
ao médico, mas eles são tão pequenos! E meu marido, ele anda
tão calado, será algum problema de saúde? Amanhã, sem falta,
vou marcar um consulta para ele também...
E o meu novo projeto, será aprovado na empresa? Ah... preciso
estar em casa antes das 19h00, é que mandei lavar a cortina
da sala... Será que vai dar tempo?
Quantas perguntas ela se faz constantemente, quantas cobranças...
Quantos papéis são assumidos diariamente por essa mulher?
Quantas vezes ela estará apta a mudar de um papel para outro
sem que este interfira negativamente naquele?
Enfim, quem é este "ser" que oscila entre as mais diversas
autoridades e as submissões do seu dia-a-dia? Que imensa complexidade
é esta mulher!
De geração em geração, de gestação em gestação, ela renasce
e caminha lentamente. Com delicadeza e sensibilidade, porém
firme em seus propósitos e perspicaz em suas observações ela
vem, gradativa e adequadamente, se fortalecendo e abrindo
novos horizontes.
Seu dia mulher, é todo dia...dia da menina, da garota, daquela
que trabalha fora, da dona de casa, da mãe, da esposa, enfim,
daquela que sente orgulho de ser simplesmente,
MULHER
Tenha uma Ótima
Semana!!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net |