| Sexta-feira, 29 de Julho de 2005
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
A RECORRÊNCIA DA ACEITAÇÃO DO PRÓXIMO !
"A aceitação do outro sem exigências é o inimigo da tirania e do abuso, porque abre um espaço para a cooperação.
O amor é inimigo da apropriação.
Se aceitarmos o outro, podemos justificar a presença dele ou dela com razões que validam sua presença: o amor ou o não-amor comandam, e a ética social começa aqui. Nós, seres humanos, não somos animais racionais.
Nós, seres humanos, somos animais que utilizam a razão, a linguagem, para justificar nossas emoções, caprichos, desejos... e, nesse processo, nós os desvalorizamos porque não percebemos que nossas emoções especificam o domínio da racionalidade que usamos em nossas justificações. Mas, ao mesmo tempo, somos animais que, através da razão, através da linguagem, podemos vir a ser conscientes de nossas emoções, e então experenciamos sua mudança, e nisso o amor é central. Existimos como seres humanos na existência social, e a linguagem, a razão e a autoconsciência surgem e se dão como fenômenos sociais; sem socialização não há linguagem, não há razão, não há autoconsciência, não há apercebimento de emoções e, sem amor, nós não somos seres sociais.
Isto não é uma apologia do amor. Isto é apenas um convite a refletirmos sobre a condição biológica que é a base da humanidade. Não estou sequer recomendando o amor. Estou apenas dizendo que, sem amor como um fenômeno biológico espontâneo, não existe socialização.
E isto não é trivial na vida humana."
O texto foi retirado da pg. 186, do livro "A Ontologia da Realidade", de Humberto Maturana, Editora UFMG, 1997.
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
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Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977), com especialização em gerenciamento da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão e MBA em Gestão de Empresas pela FIA/USP, é Diretor de Recursos Humanos e Ouvidor da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos - STM e é Conselheiro na Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional São Paulo - ABRH-SP/Aparh.
E-mail: roveri@faap.net
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