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Sexta-feira, 25 de Abril de 2008.
Porque hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação através do correio eletrônico interno, que além de divulgar artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes, com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las. Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem tão interessantes num primeiro momento.
ENVELHECER!!!!!!!!!!
Um dia desses uma jovem me perguntou como eu sentia sobre ser velha. Levei um susto, porque eu não penso de mim como velha.
Ao notar minha reação, a garota ficou embarassada, mas eu expliquei que era uma pergunta interessante, que pensaria a respeito e depois voltaria a falar com ela.
A velhice, decidi, é um presente. Eu sou agora, provavelmente pela primeira vez na vida, a pessoa que sempre quis ser. Oh, não meu corpo! Fico desesperada muitas vezes ao me examinar, ver as rugas, os olhos empapuçados, o traseiro caído. E constantemente examino essa pessoa velha que vive em meu espelho (quem parece como minha mãe!), mas não sofro muito com isso.
Não trocaria meus amigos surpreendentes, minha vida maravilhosa, e o carinho de minha família por menos cabelo branco ou uma barriga mais lisa. Enquanto fui envelhecendo, tornei-me mais condescendente comigo mesma, menos crítica das minhas atitudes. Tornei-me amiga de mim mesma. Não fico me censurando se quero comer um bolinho-de-chuva a mais, ou se tenho preguiça de arrumar minha cama, ou se compro um anãozinho de cimento que não necessito, mas que ficou tão lindo no meu jardim. Conquistei o direito de matar minhas vontandes, de ser bagunceira, de ser extravagante.
Vi muitos amigos queridos deixarem este mundo demasiadamente cedo, antes de compreenderem a grande liberdade que vem com envelhecimento. Quem vai me censurar se resolvo ficar lendo ou jogar no computador até as 4 da manhã e depois acordar ao meio-dia?
Dançarei ao som daqueles sucessos maravilhosos das décadas de 50, 60, 70 e se, de repente, chorar lembrando de alguma paixão daquela época, vou chorar mesmo!
Andarei pela praia em um maiô excessivamente esticado sobre um corpo decadente, e mergulharei nas ondas e darei pulinhos se quiser, apesar dos olhares penalizados dos outros. Eles, também, envelhecerão.
Sei que ando esquecendo muita coisa. Mas, pensando bem, tem muita coisa na vida que merece ser esquecida. E eu me recordo, frequentemente, das coisas importantes.
Certo, ao longo dos anos meu coração sofreu muito. Como não sofrer se você perde um grande amor, ou quando uma criança sofre, ou quando um animal de estimação é atropelado por um carro? Mas corações partidos são os que nos dão a força, a compreensão e a compaixão. Um coração que nunca sofreu é imaculado e esteril e nunca saberá a alegria de ser imperfeito.
Sou abençoada por ter vivido o suficiente para ver meu cabelo embranquecer, e por ter os risos da juventude gravados para sempre em sulcos profundos em meu rosto. Muitos nunca riram, muitos morreram antes que seu cabelo podesse ficar prateado.
Conforme envelhecemos, fica mais fácil ser positivo. E ligar menos para o que os outros pensam. Eu não me questiono mais.
Conquistei o direito de estar errada.
Assim, para responder a sua pergunta, eu gosto de ser velha. Libertei-me. Gosto da pessoa que me tornei. Não vou viver para sempre, mas, enquanto estiver por aqui, não desperdiçarei tempo lamentando o que poderia ter sido, ou me preocupando com o que virá. E comerei sobremesa todos os dias (se tiver vontade).
Que nossas amizades nunca terminem, especialmente aquelas nascidas no coração. E que tenhamos um arco-íris permanente de sorrisos em nossos rostos.
(autoria desconhecida)
Uma Ótima Semana!!!
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977), com especialização em gerenciamento da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão e MBA em Gestão de Empresas pela FIA/USP, é Diretor de Recursos Humanos e Ouvidor da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos - STM e é Conselheiro na Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional São Paulo - ABRH-SP/Aparh. E-mail: roveri@faap.net |