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Sexta-feira, 19 de abril de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
A
Pedra da Felicidade
Nos tempos das fadas e bruxas, um moço achou em seu caminho
uma pedra que emitia um brilho diferente de todas as que ele
já conhecera.
Impressionado, decidiu levá-la para casa.
Era uma pedra do tamanho de um limão e pertencia a uma fada, que a perdera
por aqueles caminhos, em seu passeio matinal.
Era a Pedra da Felicidade. Possuía o poder de transformar desejos em realidade.
A fada, ao se dar conta de que havia perdido a pedra, consultou
sua fonte de adivinhação e viu o que havia ocorrido. Avaliou
o poder mágico da pedra e, como a pessoa que a havia encontrado
era um jovem de família pobre e sofredora, concluiu que a
pedra poderia ficar em seu poder, despreocupando-se quanto
à sua recuperação. Decidiu ajudá-lo.
Apareceu ao moço em sonho e disse-lhe que a pedra tinha poderes
para atender a três pedidos: um bem material, uma alegria
e uma caridade.
Mas que esses benefícios somente poderiam
ser utilizados em favor de outras pessoas.
Para atingir o
intento, cabia-lhe pensar no pedido e apertar a pedra entre
as mãos.
O moço acordou desapontado.
Não gostou de saber que
os poderes da pedra somente poderiam ser revertidos em proveito
dos outros.
Queria que fossem para ele.
Tentou pedir alguma
coisa para si, apertando a pedra entre as mãos, sem êxito.
Assim, resolveu guardá-la, sem muito interesse em seu uso.
Os anos se passaram e este moço tornou-se bem velhinho. Certo
dia, rememorando seu passado concluiu que havia levado uma
vida infeliz, com muitas dificuldades, privações e dissabores.
Tivera poucos amigos, porém, reconhecia ter sido muito egoísta.
Jamais quisera o bem para os outros.
Antes, desejava que todos sofressem tanto quanto ele.
Reviu a pedra que guardara consigo
durante quase toda sua existência; lembrou-se do sonho e dos
prováveis poderes da pedra.
Decidiu usá-la, mesmo sendo em proveito dos outros.
Assim, realizou o desejo de uma jovem,
disponibilizando-lhe um bem material.
Proporcionou uma grande
alegria a uma mãe revelando o paradeiro de uma filha há anos
desaparecida e, por último, diante de um doente, condoeu-se
de suas feridas, ofertando-lhe a cura.
Ao realizar o terceiro
benefício, aconteceu o inesperado: a pedra transformou-se
numa nuvem de fumaça e, em meio a esta nuvem, a fada - vista
no sonho que tivera logo ao achar a pedra - surgiu, dizendo:
- Usaste a Pedra da Felicidade. O que me pedires, para ti,
eu farei.
- Antes, devias fazer o bem aos outros, para mereceres o atendimento de teu desejo.
- Por que demoraste tanto tempo para usá-la?
- O homem ficou muito triste ao entender o que
se passara.
- Tivera em suas mãos, desde sua juventude, a
oportunidade de construir uma vida plena de felicidade, mas,
fechado em seu desamor jamais pensara que fazendo o bem aos
outros colheria o bem para si mesmo.
- Lamentando o seu passado
de dor e seu erro em desprezar os outros, pediu comovido e
arrependido:
- Dá-me, tão somente, a felicidade de esquecer
o meu passado egoísta.
fonte: "Histórias que ninguém contou, conselhos que ninguém deu."
(autor desconhecido)
Tenha uma boa
semana
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net |