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Sexta-feira,
16 de agosto de 2002
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
5 Lições ...
Primeira importante lição:
Durante meu segundo mês na escola de enfermagem, nosso professor
nos deu um questionário.
Eu era bom aluno e respondi rápido todas as questões até chegar
a última que era:
- "Qual o primeiro nome da mulher que faz a limpeza da escola?".
Sinceramente, isso parecia uma piada. Eu já tinha visto a
tal mulher várias vezes. Ela era alta, cabelo escuro, lá pêlos
seus 50 anos, mas como eu ia saber o primeiro nome dela?
Eu entreguei meu teste deixando essa questão em branco e um
pouco antes da aula terminar, um aluno perguntou se a última
pergunta do teste ia contar na nota.
- "É claro!", respondeu o professor. "Na sua carreira, você
encontrará muitas pessoas. Todas têm seu grau de importância".
Elas merecem sua atenção mesmo que seja com um simples sorriso
ou um simples "alô" ou até mesmo um "oi".
Eu nunca mais esqueci essa lição e também acabei aprendendo
que o primeiro nome dela era Dorothy.
Segunda importante lição:
Na chuva, numa noite, estava uma senhora negra, americana,
do lado de uma estrada no estado do Alabama enfrentando um
tremendo temporal. O carro dela tinha enguiçado e ela precisava,
desesperadamente, de uma carona.
Completamente molhada, ela começou a acenar para os carros
que passavam. Um jovem branco, parecendo que não tinha conhecimento
dos acontecimentos e conflitos dos anos 60, parou para ajudá-la.
O rapaz a colocou em um lugar protegido, procurou ajuda mecânica
e chamou um táxi para ela. Ela parecia estar realmente com
muita pressa, mas conseguiu anotar o endereço dele e agradecê-lo
Sete dias se passaram quando bateram à porta da casa do rapaz.
Para a surpresa dele, uma enorme TV colorida com o controle
e tudo estavam sendo entregue na casa dele com um bilhete
junto que dizia:
"Muito obrigado por me ajudar na estrada naquela noite. A
chuva não só tinha encharcado minhas roupas como também meu
espírito. Aí, você apareceu. Por sua causa eu consegui chegar
ao leito de morte do meu marido antes que ele falecesse. Deus
o abençoe por ter me ajudado".
Sinceramente, Mrs. Nat King Cole"
Terceira
importante lição:
Sempre se lembre
daqueles que te serviram.
Numa época em que um sorvete custava muito menos do que hoje,
um menino de 10 anos entrou na lanchonete de um hotel e sentou-se
a uma mesa. Uma garçonete colocou um copo de água na frente
dele.
- "Quanto custa um sundae?" ele perguntou.
- "50 centavos" - respondeu a garçonete.
O menino puxou as moedas do bolso e começou a contá-las.
- "Bem, quanto custa o sorvete simples?" ele perguntou.
A essa altura, mais pessoas estavam esperando por uma mesa
e a garçonete perdendo a paciência.
- "35 centavos" - respondeu ela, de maneira brusca.
O menino, mais uma vez, contou as moedas e disse:
- "eu vou querer, então, o sorvete simples".
A garçonete trouxe o sorvete simples, a conta, colocou na
mesa e saiu. O menino acabou o sorvete, pagou a conta no caixa
e saiu.
Quando a garçonete voltou, ela começou a chorar à medida que
ia limpando a mesa, pois ali, do lado do prato, tinham 15
centavos em moedas - ou seja, o menino não pediu o sundae
porque ele queria que sobrasse a gorjeta da garçonete.
Quarta importante
lição:
O obstáculo no nosso
caminho.
Em tempos bem antigos, um rei colocou uma pedra enorme no
meio de uma estrada. Então, ele se escondeu e ficou observando
para ver se alguém tiraria a imensa rocha do caminho.
Alguns mercadores e homens muito ricos do reino passaram por
ali e simplesmente deram a volta pela pedra. Alguns até esbravejaram
contra o rei dizendo que ele não mantinha as estradas limpas,
mas nenhum deles tentou sequer mover a pedra dali. De repente,
passa um camponês com uma boa carga de vegetais. Ao se aproximar
da imensa rocha, ele pôs de lado a sua carga e tentou remover
a rocha dali.Após muita força e suor, ele finalmente conseguiu
mover a pedra para o lado da estrada. Ele, então, voltou a
pegar a sua carga de vegetais, mas notou que havia uma bolsa
no local onde estava a pedra. A bolsa continha muitas moedas
de ouro e uma nota escrita pelo rei que dizia que o ouro era
para a pessoa que tivesse removido a pedra do caminho.
O camponês aprendeu o que muitos de nós nunca entendemos:
"Todo obstáculo contém uma oportunidade para melhorarmos nossa
condição".
Quinta importante lição:
Dando quando se conta.
Há muitos anos atrás, quando eu trabalhava como voluntário
em um hospital,eu vim a conhecer uma menininha chamada Liz
que sofria de uma terrível e rara doença. A única chance de
recuperação para ela parecia ser através de uma transfusão
de sangue do irmão mais velho dela de apenas 5 anos que, milagrosamente,
tinha sobrevivido à mesma doença e parecia ter, então, desenvolvido
anticorpos necessários para combatê-la.
O médico explicou toda a situação para o menino e perguntou,
então, se ele aceitava doar o sangue dele para a irmã. Eu
vi ele hesitar um pouco, mas depois de uma profunda respiração
ele disse:
- "Tá certo, eu topo já que é para salvá-la...".
À medida que a transfusão foi progredindo, ele estava deitado
na cama ao lado da cama da irmã e sorria, assim como nós também,
ao ver as bochechas dela voltarem a ter cor. De repente, o
sorriso dele desapareceu e ele empalideceu. Ele olhou para
o médico e perguntou com a voz trêmula:
- "Eu vou começar a morrer logo?".
Por ser tão pequeno e novo, o menino tinha interpretado mal
as palavras do médico, pois ele pensou que teria que dar todo
o sangue dele para salvar a irmã!
Pois é, compreensão e atitude são tudo.
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net |