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Sexta-feira, 12 de setembro de 2003
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
A LENDA
Há muito tempo em certa tribo, era costume que os rapazes
que atingiam idade própria e aspiravam a ser consagrados guerreiros
se submetessem a uma dura prova. Próximo as aldeias haviam
grandes montanhas, jamais transpostas. No dia designado para
prova, partiam os candidatos e procuravam a íngreme escarpa.
Ninguém conseguiria atingir os altos píncaros. Contudo, eram
aprovados aqueles que demonstrassem haver subido tão alto
quanto aos valentes dos anos anteriores. Para isso, deviam
trazer, de volta, um ramo de certo arbusto que só crescia
nas partes mais alta da montanha.
Certo ano, todos os jovens desceram trazendo orgulhosamente
o ramo comprovante de sua façanha. Todos, exceto um que desceu
por último. Seus camaradas estavam atônitos, pois sabiam ter
ele subido mais alto que todos os demais. O chefe da tribo
de fisionomia energética, fitou-o fortemente, perguntando
se trazia alguma coisa que provasse ter alcançado a altura
exigida.
O rapaz estendeu as mãos vazias. Mas havia um extasiante brilho
em seus olhos quando serenamente explicou: "EU VI O OUTRO
LADO !"
A grande lição a ser tirada dessas metafóricas palavras é
que são muitas as posturas do homem diante dos desafios. Há
os que buscam vencer, porque outros já venceram. São felizes
apenas em cumprir as etapas, independente do que elas possam
representar para suas vidas, além do valor material. Contribuem
para a inércia coletiva, pois a normalidade limita o horizonte.
São os escravos do ontem, do outro, do óbvio. Não criam, não
ousam e não sonham.
Mas, felizmente, há os que buscam além dos padrões estabelecidos,
as verdades que constituirão o amanhã. Para esses, vencer
é, apenas, uma conseqüência, pois mais lhe importa vislumbrar
o lado oculto das coisas e duvidar dos limites já pensados,
que simplesmente repetir, para satisfazer a quem já sabe,
o que cobrará amanhã como idéia própria. Deles dependerá o
futuro. Criam, ousam, sonham. Que aquele JOVEM ÍNDIO GUERREIRO
que existe dentro de cada um de nós, NÃO VENHA NUNCA A TRANFORMAR-SE
EM MAIS UM ALGUÉM, limitando-se a buscar o ramo, sem ao menos
saber o porque e para que o esta fazendo!
QUE O EXTASIANTE BRILHO DOS OLHOS DO GUERREIRO da antiga lenda
simbolize a DETERMINAÇÃO de todos nós em ''EM VER O OUTRO
LADO!'' Por derradeiro, o insigne George Washington, quando
com tamanha lucidez, referiu: ''Alguns homens vêem as coisas
como são e perguntam: por que? Eu sonho com as coisas que
nunca existiram e digo: por que não?''
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas
pela Faap (1977), com especialização em gerenciamento
da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão,
é Diretor de RH e Ouvidor da Secretaria de Estado dos
Transportes Metropolitanos - STM, é Vice-Presidente
na Associação Paulista Administração
de Recursos Humanos-APARH e Diretor de Relações
com Entidades da Associação Brasileira de Recursos
Humanos ABRH Nacional.
E-mail: roveri@faap.net |