| Sexta-feira, 04 de Novembro de 2005
Porque
hoje é sexta-feira é uma prática de treinamento à distância
instituída, em novembro de 1998, no Centro de Recursos Humanos
da Secretaria dos Transportes Metropolitanos - STM, de circulação
através do correio eletrônico interno, que além de divulgar
artigos técnicos e de autores consagrados, aborda temas de
gestão, de relacionamento interpessoal, ambiente e atitudes,
com intuito de promover desenvolvimento e aprimorar as relações
no trabalho.
"Como as pepitas de ouro, muitas vezes as idéias estão recobertas
de lama. Se ignorarmos seu brilho, poderemos desperdiçá-las.
Por isso, devemos guardar até as idéias que não nos parecem
tão interessantes num primeiro momento.
RAPIDEZ
Jorge Luís Borges disse uma vez que "o presente não é nada mais do que o instante em que o futuro se desintegra em direção ao passado". Hoje, a velocidade dessa desintegração parece cada vez maior, exigindo um aumento da nossa capacidade de agir com rapidez. Torna-se necessário fazer sempre mais em menos tempo, diminuir o tempo de resposta, chegar lá -- muitas vezes sem entender muito bem o que significa esse "lá".
Essa aceleração dos ciclos de tempo tem um impacto forte na maneira como lidamos com o desenvolvimento de nossa carreira. Percebe-se, principalmente entre os mais jovens, uma valorização acentuada da rapidez. Isso está claro na busca intensa, quase frenética, por resultados e recompensas cada vez mais rápidos. O problema é que assim se perde a noção de cultivo. Concordo que é preciso agir com rapidez, já que o ambiente à nossa volta está se transformando continuamente, mas não nego a importância de outros ritmos de vida e de trabalho. Ou seja, também penso na rapidez como um valor que está presente em momentos decisivos, mas que guarda uma relação rica com o tempo de recolhimento, com "os prazeres do retardamento".
É claro que nossa rapidez de adaptação, nossa agilidade mental e física, nossa mobilidade e desenvoltura têm sido valorizadas pelo mercado de trabalho, cada vez mais exigente. Mas, por outro lado, sabemos que a falta de um tempo dedicado à reflexão, ao auto-conhecimento e ao auto-desenvolvimento tem contribuído para a obsolescência das pessoas, que acabam perdendo a energia vital em meio a crises de estresse e angústia. Relembrando a máxima latina citada por Calvino, é preciso "apressar-se lentamente".
Comentario de Renato Guimarães Ferreira, sobre o livro Seis Propostas para o Próximo Milênio (Companhia das Letras). Em junho de 1984, a Universidade de Harvard convidou Italo Calvino a fazer seis conferências sobre os valores literários que mereceriam ser preservados no próximo milênio. Os valores ali explorados são: leveza, rapidez, exatidão, visibilidade e multiplicidade (não restou tempo a Calvino para desenvolver o valor da consistência, que seria o tema de sua última conferência).
Tenha
Uma Ótima Semana !!!
*
Carlos Augusto Roveri é Administrador de Empresas pela FAAP (1977), com especialização em gerenciamento da qualidade para brasileiros pela AOTS, em Yokohama, no Japão e MBA em Gestão de Empresas pela FIA/USP, é Diretor de Recursos Humanos e Ouvidor da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos - STM e é Conselheiro na Associação Brasileira de Recursos Humanos, Seccional São Paulo - ABRH-SP/Aparh.
E-mail: roveri@faap.net
|