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VISÃO GLOBAL NÃO DEPENDE DE TAMANHO

Um dos equívocos que muitas empresas nacionais cometem é imaginar que para internacionalizar-se é necessário ser grande. E para tanto tomam como referência as grandes corporações americanas. E aí justamente acontece o segundo engano, porque as empresas dos Estados Unidos são as que menos se preocupam com os mercados no exterior. E isto se deve ao fato que o mercado interno deles é tão grande, que eles não tem a menor preocupação com outros paises ou clientes.

Ao empresariado brasileiro deve interessar a experiência das pequenas e médias empresas européias, que devido as fortes limitações dos seus mercados - pequeno e competitivo - já nascem com uma vocação internacional. E isto vale tanto para paises nórdicos, como Noruega ou Finlândia como também Espanha e Portugal.

Mas quando falamos de internacionalização é bom registrar que não estamos pensando apenas em importação ou exportação, ou até mesmo montar unidades no exterior. Internacionalizar-se pode ocorrer através de alianças estratégicas, associações, investimento de capital estrangeiro no empreendimento nacional e tantas outras formas.

Muitos empresários apresentam resistências a esta alternativa muito mais por uma questão de mentalidade do que capacidade.

Quando pensamos na empresa familiar podemos ter uma visão mais clara e prática deste processo. Uma postura internacional já deve ocorrer dentro da própria estrutura da família.

Para abrir horizontes comece por enviar seus filhos ao exterior, tanto para conhecer, estudar e trabalhar. Não existe empresa internacional sem que seus controladores ou familiares também tenham uma visão e experiência internacional.

O problema que temos encontrado em muitos grupos é que a mistura entre o papel de empresário e pai faz com que muitas vezes o comportamento patriarcal seja mais forte. E aí muitos tem receios de permitirem aos seus filhos uma experiência em outras culturas.

O medo das drogas, violência, insegurança e dificuldade em aceitar a autonomia dos filhos impede muitos pais a aceitarem que seus filhos precisam encarar e preparar-se para a vida. Não terão seus pais ao lado o tempo todo.

Curiosamente um dos fatores que dificulta a internacionalização de muitas empresas nacionais é esta conduta de pais protetores e mesquinhos. Por incrível que pareça.

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