TRANSIÇÕES
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Uma das fortes características da vida são as transições.
Elas ocorrem de várias formas ao longo da nossa existência.
Desde o nascimento até a morte, que são dois eventos
fundamentais da nossa passagem pela vida, nos deparamos
com impactos, ganhos, perdas, constatações e aprendizados
que apenas a vida nos pode proporcionar.
Boa parte da qualidade da vida que levamos vai depender
da forma como administramos estas mudanças.
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Para muitos o ideal é que a vida não apresentasse grandes novidades e fosse, na medida do possível, algo com precisão e previsibilidade.
Já os mais realistas sabem que haverão impactos e mudanças naturais, além daquelas surpresas que deverão surgir, inevitavelmente.
Transições como da adolescência para a juventude, de solteiro para casado, de filho para pai e pai para avô, e tantas outras, são previsíveis como a idade e seus efeitos.
Faço esta introdução para falar da passagem de ano, que também pode exercer para muitos um efeito simbólico da transição de uma etapa de realizações - ou frustrações - e fixação de esperanças para o ano seguinte.
Segundo alguns estudiosos do comportamento humano estamos vivemos uma época de grandes transformações e , de forma geral, muito rápidas. Por esta razão muitas pessoas, especialmente as mais jovens, não tem uma noção dos eventos passados. E, portanto , não conseguem avaliar seus efeitos sobre o presente. O que faz com que também não desenvolvam um hábito de pensar e discutir sobre o futuro.
A preocupação muito intensa de viver e desfrutar o presente dificulta, ou faz desaparecer, qualquer outra perspectiva de tempo vinculado à vida. Passado e futuro deixam de ser importantes, na medida que interessa viver este instante.
A passagem de ano é um bom momento para estas reflexões. Avaliar o que passou ,não com um olhar de saudosismo, mas de aprendizado, pode ser útil para refletir sobre as intenções, objetivos e prioridades do ano seguinte.
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