PREVIDÊNCIA
SEM FUTURO
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O futuro da previdência no Brasil esconde várias
bombas de efeito retardado. Caso as mesmas não
sejam tratadas, com a devida antecedência, não
resta outra alternativa aos futuros aposentados iniciarem,
desde agora, uma poupança forçada que
possa constituir-se numa reserva preventiva.
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Vejamos
algumas: Atualmente 20 milhões de brasileiros vivem
na informalidade. Ou seja, não tem nenhum tipo de contribuição
à previdência. Em 2025 este contingente estará
com 60 anos de idade e exigirá algumas medidas concretas
no seu atendimento.
Por outro lado, a base de contribuintes ativos da Previdência
se mantém, por 30 anos, em 30 milhões de trabalhadores.
Com o desemprego atual, este índice tende a cair.
A terceira ameaça é provocada pela equação
da queda de natalidade - até a década de 40,
nascia e morria muita gente. Mas a partir da década
de 60, a pílula reduziu a fecundidade. Por outro lado,
quem chega hoje aos 60 anos tem uma esperança média
de viver mais 17/18 anos, segundo dados do IBGE.
Curiosamente,
o envelhecimento da população brasileira surpreendeu
até os médicos. Raras são as faculdades
que tem gerontologia no seu currículo. Existem no Brasil
todo, apenas 400 geriatras.
E adicionemos
a todo este conjunto os avanços da engenharia genética
e biotecnologia que prometem grandes avanços no prolongamento
da vida.
Enfim, para que
este quadro possa ser equacionado torna-se necessário
que a economia cresça a 6%/ano e exista uma política
de emprego que permita reciclar contribuintes para a Previdência.
Isto implica na absorção da mão-de-obra
jovem no mercado de trabalho.
Diante de tudo
isto vale registrar que seu futuro, como aposentado, não
é tema que pode esperar soluções mágicas.
Comece a agir desde agora. E não se limite às
questões financeiras. Prepare um projeto de vida para
esta nova fase. O prolongamento da vida só tem sentido
se for com qualidade e mantendo a auto-estima.
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