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O PODER DA INFORMAÇÃO
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Uma
pesquisa feita na Suécia sobre a importância e impacto
da televisão no público infantil mostrou que ao completar
8 anos de idade, uma criança já assistiu cerca de 40
mil assassinatos e cenas de violência. Após os recentes
episódios na favela da Rocinha, no Rio de Janeiro, podemos
imaginar o quanto esta média no Brasil pode ser assustadora.
Aqui, o tempo médio de exposição de uma criança à televisão
é de 4 horas diárias. Mais do que algumas permanecem
na escola.
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O
mal não está no veículo de comunicação. Mas no uso que se
faz dele e o grau de permissividade dos pais e responsáveis
pela educação que não desenvolvem outras alternativas de entretenimento
e cultura.
Um evento realizado esta semana no Rio discutiu, com participantes
de vários paises, esta questão sob o título "Mídia de todos,
mídia para todos", onde duas questões ocuparam relevância:
efeitos de uma excessiva exposição das crianças à violência
e indução ao estímulo precoce do consumo.
E pelos depoimentos ficou claro que esta não é apenas uma
responsabilidade do poder público e dos próprios gestores
da mídia. Mas, acima de tudo, do espectador, ouvinte ou leitor.
Ou seja, nós mesmos ao longo de cada dia e da nossa consciência
e compromisso com cidadania e um mundo melhor.
Um dos testemunhos do evento foi uma ação iniciada por uma
dona de casa dos Estados Unidos, que participando de um debate
com um diretor de televisão exigiu programas de melhor qualidade.
Ao que o executivo perguntou: - "Mas o que é qualidade ?"
E Peggy Charren, a dona de casa indignada, respondeu: -" Se
você não sabe, não deveria estar dirigindo uma TV, mas uma
sapataria, um açougue." É evidente que para dirigir até mesmo
estes negócios que ela mencionou é indispensável ter claro
o conceito de qualidade. Pois nada isenta um gestor de assumir
os compromissos sociais e éticos com a empresa, instituição
ou poder público que dirija. Especialmente na perspectiva
dos seus clientes, usuários ou espectadores.
Uma das áreas que mais precisa ser desenvolvida no processo
de formação dos gestores é a do conceito e prática da responsabilidade
social. Administrar um empreendimento não isenta ninguém da
sua responsabilidade com a comunidade e a ética.
Aproveito ainda este comentário de hoje para re-lembrar a
todos que hoje e amanhã são os dois últimos dias para visitar
a Bienal do Livro. E ir até lá, levar filhos, amigos, namorada,
colega de trabalho... é uma forma de estimular a leitura para
criar um mundo melhor, mais reflexivo, competente e mais solidário.
Quem lê é mais criativo, se expressa melhor e tem mais futuro
na carreira profissional.
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