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AS GRANDES OPORTUNIDADES DOS PEQUENOS
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A
maior rede de varejo brasileira - o grupo Pão de Açúcar
- descobriu a importância da pequena e micro-empresa
diante do desafio de reduzir sua dependência dos grandes
fornecedores e a necessidade de aumentar o número de
alternativas de produtos em suas gôndolas.
Com uma clientela que aumenta sua preferência por produtos
naturais ou com características artesanais, as chances
de conseguir que este abastecimento seja feito pelos
pequenos fabricantes é maior.
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Um
indicador claro do sucesso desta estratégia é
que quatro meses após o lançamento do programa
216 pequenas empresas se cadastraram para tornarem-se fornecedores.
E destes, 105 já cumpriram os pré-requisitos
exigidos pela empresa cliente.
Entre
estas exigências vale destaque: Ser uma empresa legalmente
constituída; Não utilizar mão de obra
infantil; Oferecer itens que sejam ao mesmo tempo socialmente
sustentáveis e comercialmente interessantes.
Um fenômeno interessante é que o fornecimento
também está sendo feito por associações
comunitárias que já produziam para venda direta
e agora estão se estruturando para sofisticar seus
produtos e embalagens. A Associação dos apicultores
de Simplício Mendes, do Piauí fornecem mel orgânico.
Uma Associação Mãos que brilha, do interior
do Mato Grosso do Sul fornece panos de prato com bordados
criativos e a Viva Verde da Amazônia fornece sabonetes
naturais com aromas da região.
É evidente que o relacionamento com estes fornecedores
também tem características diferentes, pois
os mesmos são orientados na sua gestão bem como
tomarem o cuidado para não se tornarem dependentes
de apenas um grande consumidor.
O que vale registrar nesta iniciativa é a oportunidade
que ela representa para novos empreendedores darem início
às suas idéias e sonhos.
É mais um exemplo de que o grande comércio não
representa o desaparecimento do pequeno empreendedor. A hora
é de explorar as oportunidades conjuntas.
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