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MULHERES: A LUTA CONTINUA
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Uma
pesquisa realizada pelo Instituto Ethos, instituição
dedicada à estimular as empresas a assumirem
sua Responsabilidade Social, mostra dados relevantes
e dignos de reflexão sobre a presença
feminina no mundo executivo.
No
início do século as mulheres conquistaram
o ingresso nas Universidades. Na década de 40
obtiveram direito ao voto. E no início do século
21 o grande desafio é atingir cargos de diretoria
nas empresas. |
Apenas
6% das posições de diretoria nas grandes empresas
são ocupadas por mulheres. Isto é mais grave
quando consideramos que no último censo do IBGE as
mulheres representam 50,8% da população contra
49,2% do universo masculino.
Curiosamente
6% é o mesmo índice da presença de não
brancos em posições estratégicas nas
organizações.
Para o
diretor-adjunto da Organização Internacional
do Trabalho, que também participou da pesquisa, o problema
da ausência de outras raças não está
somente nas empresas, mas começa no ensino básico,
que dificulta o acesso às minorias.
Oded Grajew,
presidente do ETHOS defende a obrigatoriedade de quotas no
ensino e nas empresas. Segundo ele esta forma se mostrou útil
na indicação de candidatos dos partidos políticos.
A definição de cotas abriu possibilidades concretas
para a participação feminina no universo político
no país.
Ana Peliano,
coordenadora do IPEA - Instituto de Pesquisa Econômica
Aplicada afirma "não existirem dúvidas
que as condições de acesso a esses cargos refletem
de maneira contundente o processo de discriminação".
O que na
prática já podemos observar é que a cada
dia estes diferentes agrupamentos estão se organizando
para lutar por seus direitos. E no universo feminino estas
conquistas começam a ser mais percebidas. Felizmente.
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