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OS MODELOS SE ESGOTAM



Nenhum modelo estabelecido para iniciar ou manter uma relação entre pessoas, grupos ou instituições dura para sempre. Ou seja, para dar continuidade a qualquer relacionamento que envolva pessoas é fundamental estar atento às fases, circunstâncias e mudanças que ocorrem do ponto de vista individual ou grupal.

Embora isto possa parecer lógico, nem sempre é observado, e mais ainda, praticado pelas partes que compõem grupos ou relações.

Isto podemos observar nas relações de amizade, conjugal, familiar, sociedade nos negócios, educador, mercado e tantos outros.

Vejamos alguns exemplos práticos: Muitos casais se constituem apoiados não apenas no amor, carinho ou atração, mas também por se verem como complementares ou diferentes. E estas semelhanças ou diferenças que fortalecem a relação durante muito tempo devem, em alguma etapa posterior, se esgotar. É a hora de rever o modelo que funcionava para a relação. No âmbito da família também isto é evidente com as mudanças que vão acontecendo na vida das pessoas. Muitos pais têm dificuldades em lidar com o crescimento dos filhos ou saída de casa. Pais e mães podem continuar sentindo-se "proprietários" ou responsáveis pelos seus filhos, não permitindo que os mesmos assumam seu destino e aspirações.

Nas sociedades dos negócios, também é comum encontrar impasses desta natureza, não percebidos pelos sócios. Amizade, complementaridade ou características diferentes podem ser úteis para iniciar uma sociedade. Mas em algum momento este modelo vai se esgotar. E torna-se importante perceber quando isto ocorre. É neste ponto que o modelo de relações deve ser revisto para que a sociedade possa continuar de forma saudável e conveniente para as partes.

É bom sempre lembrar que toda relação somente se aperfeiçoa na medida em que as individualidades sentem-se realizadas e contribuindo.

Relações onde uma parte sempre cede ou sente-se devedora, não dura muito. E pior, acaba mal. Portanto, cuide das suas relações procurando renová-las sempre que necessário.

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