|
O MERCADO
DA FÉ
|
|
O
constante aumento do número de seitas, religiões,
filosofias, igrejas e tantas outras manifestações
que se apoiam na fé dos seus seguidores não
é mais apenas um assunto da filosofia, psicologia
e sociologia. Virou tema que tem relação
direta com a economia e o mercado consumidor.
E neste assunto o Brasil tem sido tanto um importador como exportador de modelos.
|
É evidente que os Estados Unidos ainda continuam sendo a sociedade mais pluralista, onde convivem aproximadamente 1.400 confissões cristãs e movimentos religiosos.
Nós
não temos números confiáveis. Mas o crescimento
destes movimentos no Brasil tem sido permanente.
Eles
podem surgir nas fases de economia estagnada, como fonte de
consolo e inspiração para os desesperados do
mercado. Mas crescem também quando a euforia econômica
rega recursos de maneira mais ampla e as contribuições
aumentam na proporção dos milagres que as pessoas
dizem sentir.
Existem
religiões para todos os mercados e classes sociais.
Os artistas, as socialites, a periferia, a classe médica,
os intelectuais, os jovens, solteiros... enfim, para cada
segmento de mercado existe um movimento religioso disponível
ou que pode surgir.
Segundo
o sociólogo americano Rodney Staric, "qualquer
sociedade será mais bem servida se tiver muitas religiões
diferentes da mesma forma que bebemos mais refrigerantes porque
existem 20 marcas diferentes para escolher." E esta é
uma visão bem mercadológica.
Do
ponto de vista empresarial este é um segmento que vem
crescendo. Poucas atividades economicamente organizadas tem
crescido tanto no Brasil. Vale observar, mesmo que você
não seja um dos fiéis. O mercado da fé
apresenta grandes possibilidades num país tão
diversificado como o Brasil. Resta saber quantos destes movimentos
são sérios, ou apenas modismos passageiros.
Cabe a você avaliar.
Clique
no livro para maiores informações:
|