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Da
esquerda para a direita: Paulo Setubal, presidente da
Itautec Alexandre Serpa, Expambox Paulo Skaf, presidente
da Abit Marcus Hadade (Adm/94), Presidente da
Conaje Benjamin Steinbruch,
presidente da Csn
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Oposição
empresarial
Paulo Skaf monta uma chapa com notáveis e salta à frente na
eleição da Fiesp
Por Ivan Martins
Paulo
Skaf, candidato de oposição à presidência da Fiesp, promete
registrar nos próximos dias uma chapa com 75 nomes de empresários
que participarão, como eleitores e candidatos, da eleição
da entidade. Além de romper com uma velha tradição da casa,
segundo a qual as chapas são reveladas apenas no último dia
de registro -- que, desta vez, é 16 de junho -- a lista de
Skaf, se materializada, acrescentaria ao processo uma nota
definitiva. Afinal, como o colégio eleitoral da Fiesp compõe-se
de 122 eleitores, a matemática sugere que quem detém 75 votos
já conquistou a maioria absoluta. Eleições, porém, não se
ganham na véspera, e será preciso esperar pelo 25 de agosto,
data oficial da votação, para ver se Skaf confirma essa vantagem.
O que já não carece de confirmação é a capacidade do presidente
da Associação da Indústria Têxtil, a Abit, de aglutinar empresários
de expressão ao seu redor. Constam da chapa de Skaf alguns
nomes reluzentes da indústria paulista. Estão lá, como vice-presidentes,
Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional,
Rubens Ometo Silveira Mello, o maior produtor de açúcar e
álcool do mundo, Paulo Setubal, presidente da Duratex e da
Itautec e Sérgio Barroso, presidente da Cargill. Além desses,
há entre os simpatizantes de Skaf nomes conhecidos como Eduardo
Capobianco, do Sindicato da Construção Civil; o industrial
Aldo Lorenzetti, conselheiro da Abinee; o líder regional Alexandre
Serpa, da região de Campinas e o jovem Marcus Hadade (Adm/94),
presidente da Confederação Nacional dos Jovens Empresários.
A maioria deles jamais participou da Fiesp e vários deles
são oriundos do interior, onde o agribusiness está dando novo
feitio à economia paulista.
Temperamento. Unem esses homens tão diferentes a percepção
de que Skaf, de 47 anos, é o líder de que o empresariado paulista
necessita neste momento. Para essa avaliação contribuem, além
do temperamento empreendedor do candidato, o fato de Skaf
ter feito duas gestões de grande repercussão na Abit. Esse
trabalho, segundo seus admiradores, o qualifica como um "homem
de resultados" - um elogio que o candidato não repele. "Não
sou salvador da pátria, mas liderança é impor- tante", diz
ele. "As pessoas estão cansadas de inoperância." Além do carisma
e da vitalidade, Skaf exibe um programa de trabalho que não
difere do que deseja o industrial médio. Ele quer articular
a queda do spread bancário, planeja oferecer alternativas
de redução da carga tributária e aposta firme nas parcerias
com o comércio e o setor de serviços. Também planeja influir
na política econômica e postula a reforma do Cade para agilizar
suas decisões. Seu principal objetivo? Ajudar o País, e conseqüentemente
a indústria, a voltar a crescer. "Faz mais de 20 anos que
este País não sabe o que é crescimento", lamenta. "Temos que
desatar as amarras, buscar unidade com outros setores da economia
e criar um clima favorável ao crescimento, como no agribusiness."
Se defendesse essas coisas sozinho, o adversário de Cláudio
Vaz na eleição da Fiesp seria apenas mais um brasileiro que
detém no bolso a solução para os problemas do País. Como consegue
atrair empresários de peso para o seu campo de idéias, Skaf
faz a balança eleitoral mover-se a seu favor. Steinbruch,
o presidente da CSN, é um dos que foi atraído ao projeto de
Skaf pela crença de que ele é capaz de operar mudanças. "A
produção tem de criar um espaço novo de interlocução em busca
do crescimento e o Paulo é a pessoa certa para fazer isso",
acredita Steinbruch. Ele conhece Skaf há 40 anos e sustenta
que o amigo é "determinado, agressivo e empreendedor". Sua
conclusão: "É disso que precisamos na Fiesp." Outro dos admiradores
de Skaf, ainda que não companheiro de chapa, é Josué Gomes
da Silva, presidente da Coteminas e filho do vice-presidente
da República, José Alencar. "Paulo é extremamente trabalhador,
pró-ativo e busca resultados. Ele tem prazer em servir", afirma
o empresário. Depois de trabalhar por quase seis anos na Abit,
Josué acredita que o trabalho de Skaf à frente da associação
têxtil é a credencial perfeita para a Fiesp - uma avaliação,
aliás comum entre os empresários. Sob Skaf, a Abit saltou
de 80 para 4 mil associados. A longa cadeia produtiva, antes
frouxa, foi organizada em torno de um projeto de expansão
que deu charme, consistência indus-trial e foco ao setor.
No período Skaf, os empregos aumentaram em quase 100 mil e
o setor passou de importador a exportador. O presidente da
Abit também negociou o fim das cotas de exportação de tecido
para a Europa e obteve redução de 12% para 8% do ICM. "Skaf
demonstrou na Abit que tem capacidade de unir os diferentes
elos industriais e fazê-los trabalhar com um objetivo comum",
diz Josué. Se a sua matemática eleitoral estiver correta,
ele terá a chance de fazer o mesmo na Fiesp.
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A
CAMINHO DA URNA
A dois meses da eleição, Skaf definiu a equipe que pretende
levar à Fiesp. A próxima etapa é a urna, marcada para 25 de
agosto
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PROGRAMA
Na lista de prioridades de Skaf está a aliança com outros
setores da economia para buscar o crescimento econômico |
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DIVERSIDADE
Além dos figurões, time de Skaf inclui jovens, líderes
do interior e representantes do agribusiness, o setor
que mais cresce da economia |
fonte: http://www.terra.com.br/istoedinheiro/353/economia/oposicao_empresarial.htm
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