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"Me dá um livrinho no Dia das Crianças...?"
(*) Diorindo Lopes Júnior

Talvez eu esteja me precipitando, escrevo ainda em setembro, mas, não demora, chegará 12 de outubro, dia consagrado à Padroeira e também, embora comercialmente, às Crianças.

Esta é uma época em que mães e pais, avós e avôs, tios e tias, madrinhas e padrinhos, queimam neurônios imaginando o presente que mais vai agradar a pimpolhada que alegra e dá sabor às suas vidas.

Não é preciso bola de cristal para adivinhar que as indústrias de brinquedo, têxteis, videofonográficas, alimentícias, calçadistas, entre outras, já estão com suas campanhas tinindo para infestar rádio, TVs, jornais, revistas, qualquer meio de comunicação, em datas assim vale tudo - menos não vender.

Contudo, já nem estranho mais, a indústria editorial, salvo uma ou outra propaganda envergonhada, é de um "silêncio" tão maiúsculo que chega a ser constrangedor. Não sei se por timidez ou incompetência de seus estrategistas.

Bem, mas isso é um assunto para outra hora, outro lugar. Estamos próximos ao Dia da Criança e, além de brinquedos, roupas novas, vídeos e músicas, tênis e guloseimas, criança também gosta de ler, de livros. Pode não se importar na hora em que ganha, mas vai pegar e, se já souber, vai ler. Se não souber, vai pedir a alguém que lhe leia.

Criança que lê e entende o que lê, não passa fome e se educa melhor, é mais saudável, safa-se depressa dos deveres escolares e... Aí, o problema: perguntam demais e não se satisfazem com respostas óbvias.

Fica aí a sugestão: junto aos presentes de praxe, acrescente um livro. Livros infantis encontram-se aos milhares, são baratos, bonitos (cada ilustração é uma viagem de sonho) e atraentes, educam e expandem a compreensão de mundo e da imaginação.

Desnecessário lembrar que as (poucas) livrarias do país, em qualquer época, costumam ter menos movimento que as lojas de brinquedos e afins...

(E que ninguém me acuse de advogar ou fazer propaganda em causa própria, afinal eu escrevo para adolescentes e adultos. Agora, querendo presentear alguém com um livro meu, à vontade...)

(*) Diorindo Lopes Júnior (diorindo@uol.com.br) é jornalista e autor de O Sol em Capricórnio (www.editorasaraiva.com.br) e Cesta de 3 (www.aliseditora.com.br).

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