| O VALOR DA INFORMALIDADE
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Enquanto
muitos ficam investindo seu tempo nas lamentações provocadas
pelas dificuldades da economia brasileira, alguns pequenos
e médios empresários do interior de São Paulo fazem
um movimento contrário. Reúnem-se regularmente para
discutir medidas práticas que lhes permita encarar as
dificuldades e torná-las oportunidades. E muito deste
comportamento decorre de um espírito solidário que implica
em superar as barreiras de dialogar com concorrentes
e fornecedores.
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Um exemplo recente e interessante vem de um grupo de empresários de Limeira. A cidade é conhecida por ser um pólo importante na produção de jóias e bijouterias.
Todas as quintas, no período da tarde, estes empresários reúnem-se para debater estratégias comuns que lhes permitam exercer um verdadeiro jogo de "ganha-ganha".
Verificaram que entre os anos de 1996 e 2000 a participação do atacado nas vendas da indústria diminuiu 17%. Mas analisando com maior profundidade perceberam que houve um aumento no volume de vendas para varejistas e sacoleiras.
E o maior aumento ocorreu com as sacoleiras, que entre 96 e 2000 ampliaram sua capacidade de compra em 77%, ou seja, saíram de 4,6% para 8,2% no volume de participação do mercado comprador.
Segundo um dos empresários do grupo a maioria dos empresários não dava nenhuma importância às sacoleiras. Mas agora esta conduta mudou radicalmente.
Calcula-se que em Limeira existam mais de 400 empresas do segmento de jóias e bijouterias. A maioria (30%) fatura entre 61 e 240 mil reais. Apenas 9% apresenta um faturamento superior a 1,2 milhão de reais.
Este mesmo grupo de empresários começa articular-se com o apoio da FIESP, SEBRAE, Bancos privados e órgãos governamentais, para exportar.
Assim como Limeira, outras cidades do interior de São Paulo começam um processo de articulação coletiva nos segmentos em que se destacam. Exemplos são Mirassol com a madeira; Ibitinga na área têxtil e Vargem Grande do Sul em cerâmica.
É o pequeno e médio empresariado se movimentando na direção de buscar soluções por seus próprios meios e não ficar esperando ajuda dos governos. É uma iniciativa digna de ser divulgada e seguida.
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