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A INDIVIDUALIDADE DO COLETIVO
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Quatro
temas dominam o atual momento brasileiro. A Copa do Mundo.
A crise econômica. A Campanha para a eleição
presidencial e o combate ao crime organizado.
No comentário
de hoje quero falar um pouco sobre o primeiro. Não
estou incluído no conjunto de técnicos
de futebol. Sou apenas um torcedor da Copa do Mundo.
Mas além de torcer pela seleção,
procurei observar o trabalho do Felipão como
técnico.
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Vale registrar
que ele conseguiu mais um daqueles resultados que nós,
brasileiros, podemos observar nas Escolas de Samba ou nas
manifestações coletivas das comunidades solidárias.
Desde o momento
em que ele resistiu à pressão para convidar
o Romário, sua orientação era clara.
Estava montando uma equipe de estrelas. Acima de tudo um conjunto
que permite o brilho individual privilegiando o coletivo.
Ou seja, exige dos seus participantes uma clara compreensão
do objetivo comum.
Até na
"acusação" feita ao técnico
que havia montado a "Família Felipão"
ele nos deu um bom exemplo.
Muitas famílias
fracassam no seu papel porque figuras fortes ou chantagistas
de pais e mães forçam uma unidade familiar que
desrespeita a individualidade dos seus componentes. Nas empresas
o mesmo pode acontecer.
As velhas teorias
de liderança grupal, baseadas no total domínio
do grupo à custa de algumas estrelas e outras figuras
apagadas, já não têm espaço nos
dias atuais.
Seja na família,
na empresa ou na sociedade em geral, só teremos movimentos
coletivos fortes à partir do destaque que cada um dos
seus componentes possa exercitar. Este é um movimento
interno e externo. E ele depende de cada um, ao desenvolver
o equilíbrio entre sobressair e se integrar.
Uma vez mais
a manifestação popular mostra que o Brasil é
capaz de encontrar soluções próprias
sem precisar fazer cópias de modelos de outras culturas.
Vale conhecê-las...mas jamais copiar.
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