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INCAPAZES PARA COMPREENDER
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A pesquisa
feita pelo Programa Internacional de Avaliação
de Alunos atingiu 265 mil estudantes de escolas públicas
e privadas, sendo que a mostra brasileira foi de aproximadamente
5 mil alunos. Com média de 396 pontos, numa escala
que pode ultrapassar 626, os alunos brasileiros foram
classificados no nível 1, o mais elementar. Ou
seja, são considerados praticamente analfabetos
funcionais, capazes de identificar letras, palavras
e frases, mas sem compreender o que lêem. A análise
conclui que o estudante brasileiro tem a tendência
a responder pelo que acha, e não pelo que efetivamente
está escrito.
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O nível 5
da pesquisa, considerado o mais alto, pressupõe que o
leitor tenha capacidade para organizar e inferir informações
de um contexto, demonstrar compreensão global e detalhada
além de avaliar criticamente ou por hipótese um
texto. A grande maioria dos países avaliados atingiu
o nível 3, onde se localizam, reconhecem e estabelecem
relações nas informações de um texto.
O que vale registrar
é que este assunto não é apenas um problema
estrutural do nosso ensino. As soluções começam
na família, onde os adultos, de todas as classes sociais,
tem diminuído o hábito de ler. Não podemos
exigir que as crianças tenham interesse pela leitura
já que nunca viram seus pais com um livro. Cabe aos
adultos darem o exemplo desligando um pouco a televisão
e exercitando a fantasia de contar histórias, ler e
conversar.
A leitura tem
inúmeras contribuições sem nenhuma contra-indicação.
Aumenta o vocabulário, facilita a exposição
de idéias, estimula a imaginação, produz
capacidade para reflexão e torna as pessoas mais críticas
em relação à idéias e formulações
que lhe são propostas pelos meios de comunicação,
publicidade e mensagens políticas. Ou seja, desenvolve
uma cidadania mais consciente. Faça a experiência.
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