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A FORÇA
DO VOLUNTARIADO
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O ano de 2001 já terminou, mas suas marcas e fatos
tornaram um período muito importante na história
da humanidade. Quero destacar um ponto que merece ser
lembrado porque seus efeitos devem continuar ao longo
dos próximos anos. Refiro-me ao fato que 2001
foi considerado o Ano Internacional do Voluntário.
E no Brasil, as ações relacionadas ao
tema e práticas tiveram grande destaque como
resposta às lideranças que conduziram
este processo. A sociedade como um todo se mobilizou.
E em especial uma intensa movimentação
do mundo empresarial.
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A
entrevista do empresário Luís Norberto Pascoal,
presidente do Grupo DPaschoal e responsável pelo Planejamento
Estratégico da campanha do Voluntário ao jornal
"O Estado de S.Paulo", publicada no domingo passado,
é digna de ser lida pela profunda demonstração
de conhecimento e coerência sobre o tema.
Educado desde
criança no envolvimento com o terceiro setor, Luís
Norberto destaca o espírito solidário do brasileiro
e as inúmeras manifestações que foi descobrindo
por todo este país. Desfaz o preconceito que existe
em relação ao individualismo nacional, até
quando comparado com as condutas do povo americano.
O movimento descobriu
solidariedade e voluntariado nas formas mais discretas e construtivas
possíveis. Hospitais, creches, asilos, favelas, zona
rural, igrejas, clubes de serviços são inúmeros
exemplos, como diz Luís Norberto, onde as pessoas não
estão simplesmente colocando a mão do bolso,
mas, literalmente, pondo a mão na massa.
O valor da entrevista
não é ser apenas um relato, mas uma análise
das origens e perspectivas do voluntariado e solidariedade
do brasileiro.
É confortador
ouvir estas manifestações, especialmente quando
a comparamos com toda uma pregação individualista
de felicidade na forma de auto-ajuda. Ajudar e compartilhar
com outros ainda continua sendo a melhor forma de buscar uma
sensação de bem-estar, não apenas consigo
mesmo, mas com a sociedade e seus componentes. Vamos colaborar
para que não tenhamos apenas o ano do voluntário,
mas o século da solidariedade.
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