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ENVELHECIMENTO E RECESSÃO
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Recente
conferência do Centro de Estudos Estratégicos
e Internacionais, realizada em Tóquio - Japão,
tratou do impacto do envelhecimento na economia mundial.
A
população dos países mais ricos
do mundo envelhece tão rapidamente que a redução
do número de trabalhadores e a queda do consumo,
combinadas com o ônus que representam os idosos,
poderá condená-los a uma recessão
permanente.
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Para
Paul Hewitt, diretor de pesquisas sobre envelhecimento, a
longevidade crescente da população seja talvez
uma das mais importantes tendências da primeira metade
do século XXI. Segundo ele, boa parte do mundo enfrentará
uma recessão permanente, o que chamamos de recessão
do envelhecimento.
O estudo
aponta que em 2010 as pessoas com 60 anos estarão cuidando
das que chegaram aos 80, o que exigirá uma redefinição
no conceito do que significa ser velho. Tudo isto ampliado
pela queda nos índices de natalidade.
Embora
este tema apareça como uma preocupação
mais intensa nos países do primeiro mundo, não
podemos negar os impactos que ela terá sobre os menos
desenvolvidos.
Com o aumento
das pressões fiscais, trabalhistas, sociais e de saúde
haverá uma recessão mundial que diminuirá
o mercado dos países emergentes.
Quando examinamos estas tendências podemos imaginar
que elas estão distantes da nossa realidade brasileira.
Mas não é verdade. Todos que tem algum compromisso
com o futuro do Brasil, e até mesmo na perspectiva
individual, familiar e profissional, devem olhar o assunto
com atenção.
A população
brasileira também está envelhecendo. A previdência
seja ela estatal ou privada, tem uma equação
difícil a ser resolvida a médio e longo prazo.
Portanto, pense no que você deve fazer desde agora e
não espere soluções mágicas.
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