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Basquete eleitoreiro
(*) Diorindo Lopes Júnior

Faz bem uns vinte anos, sempre que pinta no horizonte político uma campanha municipal eu costumo sugerir aos candidatos às prefeituras que substituam as pichações, malas-diretas, chaveirinhos e caneta, folhetos, santinhos e cartazes, que emporcalham e enfeiam as cidades, por tabelas de basquete.

Comecei enviando carta aos jornais pelo Correio, aderi ao fax e, hoje, a internet me facilita a vida.

Quanto pode custar uma tabela de basquete, com aro e redinha? Nem imagino, mas não é caro e pode ter qualquer tamanho, desde que o aro seja oficial. Que o candidato (vale também para vereadores) coloque sua foto, número e legenda, no lugar no quadrado que serve de parâmetro para os arremessos, faça o que quiser e tiver vontade.

Essa tabela pode ser afixada em postes, paredes, muros, ou simplesmente dadas para os eleitores colocarem-nas onde julgarem melhor. Podem também acrescentar uma bola a cada tabela, a bola não custa caro, muitas famílias podem comprá-la para seus filhos, motivadas pela tabela que lhe chega de graça.

Basquete é um esporte que não exige companhia para ser praticado, basta a tabela e uma bola. De repente, quantos oscares e hortênsias poderão surgir, a partir de uma brincadeira de rua, se houverem tabelas de basquete espalhadas pelas esquinas e praças?

No mínimo, será uma campanha menos imunda.

(*) Diorindo Lopes Júnior (diorindo@uol.com.br) é jornalista e autor de O Sol em Capricórnio (www.editorasaraiva.com.br)

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