Quem somos
Localize sua turma
Galeria de fotos
Cadastre-se
Associado Efetivo
Netmail
Seguro de vida
Porque hoje é sexta-feira
Recrutamento e seleção
Links interessantes
Fale conosco


DRAMATURGIA EXECUTIVA

Um tema que sempre me intrigou no mundo organizacional é a forma como os executivos se levam tão a sério na sua dramaturgia e encenação no desempenho dos seus papéis.

Vestidos de maneira formal, protegidos por secretárias ou recepcionistas que tentam ser simpáticas no bloqueio a estas figuras, cercados de uma parafernália que se amplia constantemente, como mesa grande, telefones, computadores, agenda eletrônica, calculadoras, e-mails e tantas outra engenhocas.

Para alguns inclusive são oferecidos carros, motoristas, seguranças e outros serviços que lhes tiram totalmente a privacidade.

E muitos deles adoram tudo isto a ponto que perdem sua espontaneidade. Viram atores de um cenário que pode transformar-se em comédia ou drama, dependendo da chamada "cultura" organizacional.

Eu chamaria este estudo da realidade empresarial de "folclore" das empresas. E isto faz ainda mais sentido se olhamos os que ali se movem, como uma "fauna" muito especial.

Inclusive um dos mercados consumidores que mais cresce é o de produtos e serviços para os "altos executivos". Academias, massagens, produtos para relaxamento, estimuladores da libido, malas e pastas, trajes, porta-celulares, agendas eletrônicas, conselheiros de carreira, classe executiva nos aviões, poltronas relaxantes, perfumes, cremes, etc. etc.

Um lugar muito especial onde esta dramaturgia se exacerba é nos aeroportos, aviões e restaurantes. Sem falar nos clubes sociais fechados ou quadras de tênis ou campo de golfe.

Costumam falar em voz alta, gesticular de forma um pouco exagerada e estarem vestidos com grifes do último grito da moda. Chegam com motoristas que lhes fazem às vezes de babás e não param de atender ao telefone celular.

Mas o mais dramático é constatar que muitas destas figuras só percebem que tudo isto é efêmero e não lhe pertence, quando ficam desempregados ou se aposentam.

Para muitos executivos, que exageram na dramaturgia, é sempre bom lembrar a frase do ex-ministro Portela, que lembrava... "eu não sou ministro, eu estou Ministro", o que faz uma grande diferença.

O poder, como o dinheiro, felicidade, tristeza e a própria vida, são transitórios. E um pouco de humildade não faz mal a ninguém. Inclusive aos executivos.

Clique no livro para maiores informações:

Antigos Alunos Faap © Copyright 1997-2012
Todos os direitos reservados.
Gerenciamento