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DEMISSÃO INESPERADA
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A autoconfiança de muitos executivos e profissionais do mercado tem se tornado um dos fatores que dificulta a aceitação da idéia da perda do emprego.
Pesquisa feita pela Lens & Minarelli, escritório especializado em recolocação, com 300 processos de demissão de alta e média gerência, mostra que 77% não esperava pelo "bilhete azul". E para 62,4% era a primeira vez que se deparava com esta situação em seu histórico profissional.
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O
perfil dos demitidos no Brasil, segundo a pesquisa, tem uma
idade média de 43 anos e um tempo de casa entre 7 e 8 anos.
Para uma significativa maioria - 79,7% - a demissão foi injusta.
Os sentimentos manifestados pelos demitidos vão de chocado,
revoltado e resignado.
Do total que participou da pesquisa 61% considerou que seu
processo de desligamento não foi bem conduzido.
Para Maria Giuliese, profissional que conduziu a pesquisa,
embora "todos saibam que as regras do mercado mudaram, quando
a demissão acontece, eles não acreditam. Esse perfil sugere
um executivo que se acomodou e se mantém com um salário inflacionado".
A falta de percepção sobre o risco de ser demitido é produto tanto de uma falha ou conduta inadequada da empresa como da falta de sensibilidade do próprio executivo que não percebe os indicadores do seu desgaste.
Para Maria "se o profissional espera a situação chegar ao limite, a relação com a empresa se deteriora e afeta muito mais o lado emocional, o que dificulta a volta ao mercado de trabalho".
Para encarar estas situações o recomendável é que tanto os executivos como as empresas comecem a lidar de forma mais transparente com o processo de desligamento.
As organizações continuam muito bem estruturadas - ou interessadas - na admissão e permanência do funcionário na empresa. Mas ainda tratam a demissão como algo.
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