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CUSTO DO DESLOCAMENTO
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O
deslocamento do trabalhador brasileiro entre casa-trabalho-casa
tem uma série de custos visíveis e outros tantos invisíveis.
E ambos são muito importantes.
Um estudo realizado pelo Secretário Municipal de desenvolvimento,
trabalho e solidariedade de São Paulo, Márcio Pochmann,
demonstrou que o custo visível no Brasil é de 93 bilhões
de reais. Esse volume de recursos representa 18,3% de
toda a massa de renda do trabalhador brasileiro durante
um ano.
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Ou seja, se não houvesse esta perda a renda da população poderia ser entre um sexto e um quinto maior.
Na cidade de São Paulo, a campeã desta perda de recursos e energia, o volume de dinheiro proveniente desta perda é da ordem de 26 bilhões de reais/ano.
O trabalhador paulistano gasta, em média, uma hora em meia/dia no deslocamento para o trabalho. E isto corresponde a estudos realizados antes das movimentações atuais que transformaram a cidade num canteiro de obras.
Na área dos custos invisíveis é onde possivelmente os efeitos são mais graves e cuja dimensão fica difícil avaliar. Pois este é o preço que cada trabalhador paga individualmente e que impacta na sua qualidade de vida.
É evidente que o impacto negativo mais forte ocorre com os funcionários que utilizam nosso precário sistema de transporte coletivo. Tratados sem nenhum respeito, tanto individual como coletivamente, chegam ao local de trabalho, ou em suas casas, tensos, cansados e sem nenhum ânimo para produzirem ou desfrutarem da família.
Mas também aquele que se desloca com carro não é poupado deste desgaste. Desfruta de mais conforto individual, mas deve munir-se de paciência e respeito.
A redução destes custos depende de dois fatores. O primeiro é a melhoria de um sistema de transporte coletivo que possa ter melhor qualidade para atrair mais usuários e reduzir o volume de carros nas ruas.
Mas o segundo é uma ação individual que cada um deve procurar desenvolver no sentido de reduzir e administrar seu grau de desgaste no trajeto para o trabalho. Não é uma ação fácil, mas não nos restam muitas alternativas.
Sair mais cedo, munir-se de pensamentos positivos, ler ou ouvir música para distrair-se, não deixar-se fisgar pela má educação e agir de forma respeitosa. Mesmo quando a vontade seria reagir violentamente.
Façamos algo para sobreviver melhor nesta nossa cidade. É parte da responsabilidade que nos toca.
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