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CONSUMO E FELICIDADE

Um estudo divulgado no início de 2004 sobre o estado do Planeta pela instituição não governamental, Worldwatch Institute, revela que houve um significativo aumento do consumo no mundo. Mas que este aumento não está acompanhado pela melhoria nos padrões de felicidade da população.

Segundo o relatório "nas últimas décadas, a globalização introduziu milhões de pessoas no mercado de bens de consumo, ao mesmo tempo em que proporcionou a tecnologia e o capital necessários para produzi-los e disseminá-los. Mas apesar da importância que este aumento teve no crescimento econômico, bem como a geração de empregos, este panorama não tem feito as pessoas mais felizes."

Nos Estados Unidos as pessoas estão mais obesas e é um dos povos que mais se estressa pelo trabalho. Tem uma jornada superior em nove semanas a mais que o europeu médio, ao longo de um ano.

É evidente que as pessoas precisam consumir para sobreviver, e os mais pobres devem ter acesso ao consumo que lhes permita uma vida mais digna com oportunidades iguais.

O consumo doméstico de produtos e serviços saltou de 4,8 trilhões de dólares em 1960, para 20 trilhões em 2.000.

Mas o estudo também alerta para as conseqüências inevitáveis deste crescimento global.

Caso os 9 bilhões que habitarão o planeta em 2050, continuem consumindo neste nível de desigualdade, não haverá água, ar puro, florestas e diversidade biológica suficientes.

Você pode estar se perguntando é, de que forma tudo isto tem a ver com minha realidade presente e futura. E eu diria, tudo. Como cidadão, profissional, pai e responsável pela sua qualidade de vida ninguém está isento destas responsabilidades.

Quando analiso estas informações recordo sempre a observação de um empresário paulistano com quem tive uma longa relação profissional. Dizia ele, quando se referia ao seu padrão de vida e facilidades: "Renato, de que me adianta ter dois Mercedes se tenho apenas uma bunda".

Ou seja, ter mais recursos não vai me deixar feliz porque posso almoçar duas vezes. Jantar três ou viajar o tempo todo de primeira classe.

Fica então um ponto para refletir: O consumo tem limites que devem ser estabelecidos pelo nível de qualidade de vida que cada um pretende alcançar e preservar.

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