|
CASAMENTO COMO NEGÓCIO
|
|
O
número de casamentos formais em cartório no Brasil vem
diminuindo consideravelmente. Mas, no entanto crescem
as uniões informais. E também tem crescido o número
de divórcios. As estatísticas do IBGE indicam que em
1984 o número de casamentos formais - com o famoso papel
passado - foi de 936 mil contra 30 mil e 800 divórcios.
Já em 2001 esta relação se alterou substancialmente.
Casamentos registrados caíram para 710 mil enquanto
que os divórcios saltaram para 123 mil, ou seja, as
separações tiveram um aumento de quatro vezes em relação
a 1984.
|
Mas
apesar destes dados isto não significa que os negócios
relacionados ao casamento tiveram queda. Ao contrário.
O mundo dos negócios provocados pela troca de alianças
entre parceiros envolve 30 milhões de consumidores/ano
com um faturamento de 5 bilhões de reais entre trajes,
presentes e lembranças para noivos. As festas movimentam
1,7 milhão de reais.
Mas
vale registrar que alguns hábitos foram alterados.
Segundo os empresários do segmento da indústria
do casamento, hoje não é mais o pai da noiva
que paga tudo. O casamento é uma verdadeira cooperativa:
até os padrinhos contribuem com presentes, que vão
de um eletrodoméstico ao financiamento da viagem de
lua de mel.
O véu e grinalda não foram esquecidos por noivas
que já moram com seus parceiros ou estão grávidas
e só casam no civil. Para os empresários, a
tradição da festa e ritual do casamento não
saíram de moda.
Maio e setembro são meses preferidos. Para noivas o
pacote mais simples inclui manicure, cabeleireiro, maquiador
e duas noites de hotel e custa 960 reais a serem pagos em
três parcelas.
A organização da festa é o custo maior.
Decoração da igreja, bufê e o local da
festa podem chegar a 5 mil reais.
E agora também o mundo virtual descobriu este mercado.
Lista de presentes, troca por créditos ou até
de lembranças indesejáveis podem ser feitos
através da Internet. Para mostrar a pujança
deste negócio realiza-se agora em junho, no Rio de
Janeiro, a 10ª. Expo Noivas & Festas, que espera
um público de 70 mil pessoas com 250 expositores e
prevê um movimento de 15 milhões de reais.
Portanto, embora os casamentos já não durem
tanto tempo, continuam sendo um bom negócio. E quem
sabe até por isto, pois muitos gostam mais da festa
do que ficarem casados. E aí, querem sempre uma nova
festa.
Clique
no livro para maiores informações:
|