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O
governo Lula chega a uma encruzilhada perigosa. A impunidade
estimula a corrupção e incentiva brigas de quadrilha como
está ocorrendo no Rio de Janeiro, numa verdadeira guerra entre
traficantes, diante da impotência do estado. O esforço do
governo do PT para deter a apuração do assassinato do ex-
prefeito de Santo André, Celso Daniel, é sintomático. A família
do ex-petistas denuncia que ele foi morto ao tentar barrar
o esquema de propina que havia na Prefeitura daquele município
e que o resultado do apurado ia parar nas mãos do atual chefe
da Casa, José Dirceu. O jornal O Estado de São Paulo cobra
em editorial uma CPI para investigação do caso.
Mais recentemente, o escândalo envolvendo o braço direito
do ministro José Dirceu, que requisitava do empresário do
bicho, Carlos Cachoeira, propina para candidatos do PT não
apenas apontou para a contaminação do governo, mas, pior,
paralisou uma administração que já externava sinais claros
de pouca mobilidade, até pela inexistência de um projeto de
governo.
Para culminar a ameaça do caos que assusta o País, vemos o
Rio de Janeiro, porta de entrada do Brasil, transformado numa
terra de ninguém. Ali, o tráfico de drogas e de armas, cuja
repressão cabe ao governo federal, corre livre, em face do
interminável assembleismo do PT.
Abril
vermelho
No campo, o MST cumpre o prometido e faz o "abril vermelho". Quase uma centena de invasões aconteceram, sem reação do Palácio do Planalto. Que, submisso à chantagem, libera recursos financeiros o que, em última instância, sugere que a violência no campo é bancada com o dinheiro do contribuinte.
Entidades internacionais que haviam olhado com simpatia a chegada do PT ao poder revelam preocupação com a fragilidade do governo Lula. Reconhecem que nada foi feito para deter a corrupção, que se alastra pelas artérias do governo e do partido do presidente da República.
A ONG Survival Internacional, que defende direitos de populações indígenas de todo o mundo, acusa o governo Lula de trair os índios e de elevar a violência em todo o País.
O descrédito que cerca a administração do PT começou com o não cumprimento das promessas de campanhas e agravou-se com a paralisia da máquina. Sobretudo, a partir do instante em que se confirmou a ausência de um projeto para o País e do aparelhamento do estado por militantes despreparados.
A crise exacerbou-se com a estagnação da economia, sem investimentos, que levou a um índice de desemprego sem precedente, à queda de renda do trabalhador, à violências nas cidades e no campo, corolário de um governo débil, que não aponta saídas e eleva o grau de incertezas para os brasileiros.
Pela primeira vez na história do Brasil um governo atrasa o reajuste do salário mínimo. Os trabalhadores e aposentados estão há 13 meses sem aumento de seus vencimentos. E Lula havia prometido dobrar o salário mínimo! Junto a outras promessas de campanha não cumpridas, fatos como esse explicam a frustração dos brasileiros com o governo do PT.
Fonte: Agência PFL - Assessoria de Imprensa
Data da publicação: 20/04/2004
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