O BRASIL JUVENIL
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A
população brasileira entre 14 e 24 anos
está calculada em 34 milhões. Equivale
a população da Espanha, o dobro do Chile
e três vezes a de Portugal.
A cada
ano que passa um milhão e trezentos mil vão
ao mercado em busca do seu primeiro emprego. Isto depois
de um longo e pesado investimento que a família,
o Estado e o próprio jovem fizeram na formação.
Correm o risco de aumentar o contingente dos mais de
11 milhões de desempregados que o IBGE registrou
no ano de 2000.
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É
evidente que neste quadro de oportunidades futuras o desenrolar
da economia e crescimento do país jogam papel importante.
Mas também da parte de cada um vale a pergunta: Qual
o grau de responsabilidade individual para romper este ciclo?
A família
e a educação formal são instrumentos
importantes na transformação da nova mentalidade
dos jovens.
A educação
formal até os anos 70 garantia um emprego. Mas agora
a escola deve acrescentar habilidades para o domínio
da leitura e escrita, raciocínio, iniciativa, criatividade
e espírito de equipe. Ou seja, o ensino tradicional
já não prepara nem para o emprego, muito menos
desenvolve o espírito empreendedor.
E aí também
pesa a influência familiar. Num mercado de emprego escasso
e mutante buscar desenvolver capacidade empreendedora é
fundamental.
Os pais que continuam
educando os filhos com base nos seus modelos de emprego e
trabalho podem estar fazendo muito mal a seus filhos. Não
falamos mais hoje de empregabilidade... mas de formas novas
de encontrar trabalho. Este é o desafio para o jovem
que ingressa no mercado e o adulto desempregado.
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