SAÍDA VITORIOSA
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Uma das maiores dificuldades com que se deparam as pessoas que atingem sucesso, tanto na vida pessoal, mas especialmente profissional, é saber em que momento parar.
Já vimos muitos esportistas, artistas, empresários, políticos e outros profissionais que alcançam uma posição de destaque, mas adiam o momento de encerrar a carreira.
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E na maioria dos casos caem num processo de ostracismo ou até de depressão e perda da auto-estima. Sem falar no impacto que tudo isto provoca na sua imagem pública.
Em nossos programas de sucessão e preparo de executivos para aposentadoria somos constantemente solicitados a apoiar processos desta natureza.
Por esta razão merece destaque a decisão do corredor Gil de Ferran, que aos 35 anos, no auge da sua carreira de sucesso e acabando de vencer uma prova importante nos Estados Unidos - a Chevy 500 da fórmula Indy - decidiu abandonar a carreira de piloto.
Vale registrar que ele foi também vencedor 87ª. Edição das 500 milhas de Indianápolis, realizada este ano.
Em entrevista ao jornal "O Estado de São Paulo" ele disse que "sente-se realizado pela carreira fantástica que realizou.".
Agora quer dedicar as próximas semanas para descansar, ficar perto da mulher, a inglesa Ângela e ser "pai em tempo integral". Ele tem dois filhos, de 2 e 8 anos.
Inicia também o processo de construir uma nova carreira com a certeza que piloto não faz mais parte dos seus planos.
Diz que "embora ainda não saiba o que vai fazer, sabe que deverá ser algo ligado ao automobilismo. Estou me sentindo novamente como quando terminei o colegial e tinha de decidir o que fazer da vida. Sinto ansiedade, medo, mas estou superenergizado e animado.".
Ele pretende estabelecer um leque de alternativas. Diz gostar da tecnologia do automobilismo, e, com certeza, vai continuar ligado a este mundo. Mas não mais como piloto.
Uma decisão como esta, num momento de vida como o de Gil de Ferran merece ser olhada e acompanhada com interesse. É também uma referência digna de ser examinada por aqueles que se julgam insubstituíveis. Aliás, de insubstituíveis o cemitério está lotado. Mas ainda tem vagas.
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