| CONVENÇÃO
DE PALHAÇOS
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A
cada dia que passa é evidente que o mundo se torna mais
complexo, menor nas distâncias e amplo nas comunicações.
Mas ao mesmo tempo existem algumas manifestações que
perduram ao longo do tempo. Apenas necessitam renovar-se
e procurar formas de ampliar seu público. Isto é mais
delicado ainda quando tratamos de atividades com características
empresariais, mas que englobam arte e amor.
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Refiro-me
ao mundo encantado do circo. E como pertenço a uma geração
que foi muito impregnada pelo espetáculo popular e o fascínio
de palhaços, equilibristas, trapezistas, domadores e tantos
outros personagens que brilhavam no picadeiro montado debaixo
de uma lona. Era o espetáculo do circo.
Foi por isto que lí, como muita curiosidade e encanto, as notícias da recente Convenção de Palhaços que ocorreu , recentemente, na cidade do México.
Cerca de 600 palhaços de paises como Estados Unidos, Guatemala e Costa Rica fizeram uma convenção para discutir como continuar existindo para provocar gargalhadas para um público cada vez mais exigente.
O oitavo encontro da irmandade dos palhaços foi muito ruidoso. Mas também muito sério. Foram discutidos temas como os desafios para enfrentar os modernos meios de comunicação que fascinas as crianças e seu pais. A falta de áreas livres nas grandes cidades para instalar o circo. E a falta de novos profissionais que se interessem pelo mundo do espetáculo.
E uma das decisões mais importantes tomadas pelo grupo foi a de criar, na América Latina, assim como já existe na Europa e Estados Unidos, Escolas para artistas de circo.
E do curriculum destas Escolas constam matérias fascinantes como malabarismo, magia cômica, canto infantil e palhaçadas.
Confesso que a notícia me deixou alegre. Especialmente porque
meus netos não vao deixar de conhecer este mundo encantado
que fez parte da infância de muitos de nós.
Eles continuarão gritando: Hoje tem marmelada... hoje tem palhaçada...
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