FAÇAM O QUE EU DIGO...
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Os Estados Unidos são constantemente utilizados como referência, para o bem e para o mal, para muitos outros povos e paises. E no campo das referências positivas uma das que se destaca é a área de educação. Basta ver que a democratização do sistema educacional superior foi uma das grandes conquistas dos Estados Unidos no século XX. Até a segunda guerra o acesso à universidade era reservado à elite. A partir desta mudança, programas de ajuda financeira e grandes subsídios às universidades públicas, multiplicaram por dez o numero de matrículas.
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Desta
forma os Estados Unidos se tornaram o primeiro país do mundo
a adotar a educação superior em massa.
Mas esta educação superior, que por muito tempo foi o orgulho
da sociedade americana, está vivendo hoje uma grande crise.
Os custos estão aumentando mais depressa do que em qualquer
outro grande setor da economia, exceto os planos de saúde.
Curiosamente a educação superior é um dos poucos setores da
economia dos Estados Unidos que não passou por uma reestruturação
total.
Para alguns analistas a educação é vista como um bem social,
oferecido, em geral, por instituições não lucrativas, onde
as leis de mercado nunca se aplicaram.
Curiosamente as Universidades enfrentam um desafio que é muito
mais gerencial e administrativo do que tecnológico ou de sistemas.
Elas estão sendo vítimas de algo que elas ensinam, mas não
praticam. Bem dentro do discurso "façam o que eu digo, mas
não o que eu faço".
A Universidade como as Escolas são estruturas organizacionais
que devem ser geridas com a mesma competência das empresas
que devem apresentar resultados e satisfazer seus clientes.
Este mesmo diagnóstico aplicado à realidade brasileira mostra
uma perspectiva negra para as universidades existentes no
país. Com uma inadimplência crescente e muitas vezes geridas
de forma pouco profissional, é muito provável que no futuro
muitas das atuais instituições de ensino já não existam mais.
Fala-se muito em globalização e necessidade de mudar como
uma constante. E neste momento as Universidades como empresas
não estão isentas destes desafios. Especialmente porque são
elas as formadoras das novas gerações de profissionais.
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