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ADMINISTRAR O BOATO

O boato não é uma peculiaridade típica brasileira como muitos imaginam. Todos os povos são suscetíveis a boatos, com igual intensidade, porque ele funciona no sistema de crenças de cada sociedade. A Inglaterra é apaixonada pela intriga e fofoca. Na França os partidos políticos usam o boato como estratégia eleitoral. E na fase atual que vivemos no Brasil - período pré-eleitoral, mudanças na economia e falta de transparência em muitas informações divulgadas pelos meios de comunicação - a força do boato tende a crescer.

Estas são algumas conclusões do livro "A política como Boato" que o sociólogo Paulo Bahia vai lançar em agosto.

Para ele "três caminhos levam ao boato. Há os que são verdades escondidas, segredos que vazam; os que decorrem do imaginário coletivo; e os perigosos - informações intencionalmente plantadas em busca de vantagens financeiras, prestígio ou benefícios políticos".Sem demonstrar preocupação se o boato e algo bom ou mau, o pesquisador procura avaliar como o mesmo atua no imaginário das pessoas, ou seja, porque se acredita num boato e como ele se apaga.

"Como nossas instituições são tênues, os boatos podem prejudicar a consolidação das estruturas políticas. A própria origem da sociedade brasileira é de natureza autoritária. Vivemos um império escravista, dominado por uma oligarquia poderosa, e só a partir da década de 30 é que começa a haver algum oxigênio de democratização das instituições. Nesse sentido, o boato, para o Brasil torna-se perigoso para sua democracia" conclui o autor.

Finaliza dizendo que "a grande arma para combater o boato é algo simples: a transparência. Ao ter informação e segurança nas instituições, a pessoa coloca em dúvida o boato. A disseminação das informações é vital para a estabilidade econômica e solidez das instituições democráticas".

Eis um tema cujo interesse aumenta no momento que vivemos no Brasil. Portanto, procure-se manter bem informado como forma de discernir entre boato criado ou decorrente de versões forjadas. É parte do nosso compromisso como cidadão.

Clique no livro para maiores informações:

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